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Desmonte da PF: mais um presente de grego que Hugo Motta e o Congresso queriam entregar para o país

Por Nill Júnior — para a Itapuama FM

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta no Palácio do Planalto - Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta no Palácio do Planalto - Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB), voltou a ser alvo de críticas após tentar aprovar um projeto que enfraquecia o papel da Polícia Federal nas investigações em território nacional. O texto, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) — ex-secretário de Segurança do governo Tarcísio de Freitas —, previa que a PF só poderia atuar nos estados com autorização dos respectivos governadores.


Na prática, a medida tiraria o poder da instituição de investigar casos de corrupção e crime organizado envolvendo governos estaduais e suas polícias, o que, segundo especialistas, abriria brechas para impunidade e interferência política direta.


O projeto foi colocado em pauta de forma repentina — menos de duas horas depois do anúncio do relator —, revelando um arranjo político articulado nos bastidores da Câmara. “Estava tudo combinado. O objetivo era claro: limitar a atuação da Polícia Federal e agradar setores que temem a autonomia da instituição”, afirmou Nill Júnior em seu comentário.


O jornalista lembrou que a PF é um patrimônio nacional, responsável por operações que desarticularam facções criminosas, combateram o tráfico de drogas e apuraram esquemas bilionários de corrupção. “Como a PF poderia investigar um governador corrupto pedindo licença ao próprio governo? É um absurdo completo”, disse.


O recuo de Hugo Mota veio após forte reação da sociedade, da imprensa e de órgãos de controle, que classificaram o projeto como um ataque direto ao combate à criminalidade e à independência das instituições. Em nota, o presidente da Câmara afirmou que a proposta “não será mais discutida”, mas o episódio, segundo Nill, reforça o retrato de uma Câmara cada vez mais distante dos interesses da população.


“Esse é o mesmo Congresso da PEC da Blindagem e da PEC da Anistia, que tenta proteger os seus e depois volta atrás quando o povo reage. A marca dessa legislatura é a negociata, o fisiologismo e o desprezo pela ética”, analisou.

Para Nill Júnior, o caso é mais uma demonstração do que ele chama de “o pior Congresso e o pior presidente da Câmara da história recente do país”, com pautas que fragilizam a democracia e favorecem o autoritarismo.


“Quando o Hugo Mota abre a boca para falar, a sociedade já percebe que ali não há autenticidade. O rádio ensina que ninguém mente no microfone sem ser percebido — e a população já entendeu o jogo que está sendo jogado em Brasília.”

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