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Nossa região sofre os efeitos do supercalor e temos muito a ver com isso


Imagem: Reprodução
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O jornalista Nill Júnior abordou, no Jornal Itapuama desta quarta-feira (12), o novo alerta de temperaturas extremas emitido para 58 cidades de Pernambuco, incluindo Arcoverde, Buíque, Pedra, Sertânia e Pesqueira, com baixa umidade do ar, entre 12% e 20%. O alerta segue até o dia 14 e reforça a necessidade de cuidados com a saúde e atenção redobrada à hidratação.


Segundo Nill, o fenĆ“meno Ć© um reflexo direto das aƧƵes humanas sobre o meio ambiente, resultado do desmatamento e da exploração desordenada da natureza. ā€œEstĆ” provado cientificamente. O homem tem causado desequilĆ­brio climĆ”tico. Vemos tornados e temporais intensos em lugares onde antes isso era impensĆ”vel, como o ParanĆ”. Isso estĆ” ligado ao avanƧo sobre Ć”reas de mata que serviam de barreira naturalā€, destacou.


O comunicador lembrou ainda que o agronegócio tem papel importante, mas precisa avanƧar de forma sustentĆ”vel. ā€œNada contra o agronegócio, mas ele precisa ser tratado de forma responsĆ”vel, com respeito ambiental e selos verdes, como jĆ” ocorre na agroecologiaā€, defendeu.


Nill tambĆ©m chamou atenção para os efeitos diretos do calor e da baixa umidade na população. ā€œĆ‰ preciso cuidar dos olhos, do nariz e da garganta. Ingerir bastante lĆ­quido e, se possĆ­vel, usar umidificadores. O ar seco agrava doenƧas respiratórias e causa muito desconfortoā€, alertou.


O comentarista ressaltou que o problema exige ação local e consciĆŖncia coletiva, com polĆ­ticas de coleta seletiva, preservação das nascentes, proteção da Caatinga e combate ao lixo em mananciais. ā€œA desertificação estĆ” avanƧando e as cidades do SertĆ£o precisam se adaptar. Arcoverde, por exemplo, tem estrutura para implantar programas de coleta seletiva e de preservação hĆ­drica. Isso depende de vontade polĆ­tica e de engajamento socialā€, afirmou.


Por fim, Nill fez referĆŖncia Ć  COP30, que serĆ” sediada em BelĆ©m (PA), como sĆ­mbolo da urgĆŖncia do debate. ā€œEnquanto lĆ­deres discutem o futuro do planeta, precisamos fazer a nossa parte aqui. Se o mundo investisse metade do que gasta em guerras na redução dos gases de efeito estufa, a realidade seria outraā€, concluiu.


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Da redação Itapuama FM.



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