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  • Anvisa aprova novo medicamento para doença de Parkinson

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta segunda-feira (25/05) o registro do Vyalev como novo medicamento para a doença de Parkinson, uma condição neurológica degenerativa que afeta os movimentos do corpo. Segundo a Anvisa, o remédio é indicado para tratar flutuações motoras graves e debilitantes em pacientes em estágio avançado da doença que não respondem aos tratamentos disponíveis. O Vyalev reduz as variações na resposta ao tratamento, com alternância entre os momentos em que a medicação funciona bem e os períodos de retorno dos sintomas. O Parkinson ocorre devido à morte de células localizadas na substância negra do cérebro, responsáveis pela produção do neurotransmissor dopamina. Isso causa tremores, lentidão, desequilíbrio, além de outras alterações. De acordo com a Anvisa, os componentes do Vyalev, a foslevodopa e a foscarbidopa, atuam em conjunto para aumentar a quantidade de dopamina e reduzir os problemas de movimento. Da redação/Itapuama FM. Reportagem: Renato Ribeiro/Rádio Nacional. Edição: Liliane Farias / Leila Santos. Foto: Marcelo Caramargo/Agência Brasil.

  • Boicote, pedidos de cassação, crise política e o clima tenso na Câmara de Arcoverde; haverá sessão nesta segunda-feira (25)?

    Do Blog Arena Política A Câmara Municipal de Arcoverde volta ao centro da crise política após a divulgação da pauta oficial da 13ª Sessão Ordinária, marcada para esta segunda-feira (25/05). O documento, publicado há poucas horas no site oficial da Casa Legislativa, confirmou o aumento no número de pedidos de cassação de mandato protocolados no Legislativo municipal e ampliou ainda mais a tensão nos bastidores da política local. Inicialmente eram dois requerimentos. Agora, a pauta traz três pedidos de cassação de mandato de vereador incluídos na Ordem do Dia. Os requerimentos 0005/2026, 0006/2026 e 0007/2026 aparecem em fase única de discussão e votação. Todos foram apresentados pelo vereador Luciano Pacheco e tratam de denúncias com pedido de cassação de mandato eletivo. Apesar da gravidade do tema, a pauta não informa os nomes dos parlamentares denunciados. O novo cenário aumenta a expectativa e também a dúvida: a sessão realmente vai acontecer? A pergunta ganhou força após as duas últimas sessões ordinárias terem sido canceladas por falta de quórum. No dia 11 de maio, cinco vereadores faltaram. Já na sessão seguinte, em 18 de maio, o número de ausências subiu para nove parlamentares. Nas duas ocasiões, apenas Luciano Pacheco compareceu ao plenário. Os vereadores ausentes alegam que o esvaziamento seria uma forma de protesto contra o que classificam como um “espetáculo político” dentro da Câmara. Já Luciano Pacheco rebate as críticas e afirma ser vítima de perseguição política articulada por adversários e aliados do governo municipal. O clima na Casa Legislativa é considerado um dos mais tensos dos últimos anos. Além de conduzir os pedidos de cassação, o próprio presidente da Câmara também é alvo de um processo semelhante que já tramita internamente. Nos bastidores, a expectativa é de uma sessão marcada por forte pressão política, articulações de última hora e incerteza sobre a presença dos parlamentares. Caso o número mínimo de vereadores não compareça novamente, Arcoverde poderá assistir ao terceiro adiamento consecutivo das sessões ordinárias, aprofundando ainda mais a crise institucional no Legislativo municipal. Outro ponto que chama atenção na pauta é a inclusão de um Projeto de Resolução que altera o critério de desempate na eleição da Mesa Diretora da Câmara, tema que também promete gerar debate entre os parlamentares. Da redação/Itapuama FM. Imagem: Reprodução/Redes sociais/Câmara de Arcoverde.

  • Caminhada do Forró 2026 celebra diversidade cultural durante 1ª prévia em Arcoverde

    Reconhecido como um dos maiores símbolos da cultura popular de Arcoverde, o Alto do Cruzeiro voltou a ser palco de uma grande celebração da arte, da música e das tradições nordestinas durante o fim de tarde deste domingo, com a realização da primeira prévia da 14ª Caminhada do Forró, marcada oficialmente para o próximo dia 21 de junho. Berço do tradicional samba de coco arcoverdense o Alto do Cruzeiro, que reúne diferentes expressões culturais da cidade, recebeu uma multidão em um ambiente marcado pela diversidade cultural, valorização das raízes populares e o autêntico clima junino. Integrando oficialmente o calendário de eventos de Arcoverde, com realização do Coletivo Cultural de Arcoverde (Cocar), a Caminhada do Forró já se consolidou como uma das maiores manifestações culturais do período junino, atraindo moradores e visitantes diversas partes do Brasil que acompanham o percurso embalados pelo autêntico forró pé de serra, apresentações culturais e a energia contagiante da cultura de Arcoverde. Durante toda a prévia, o público transformou o Alto do Cruzeiro em um grande ponto de encontro da cultura popular, reunindo artistas, músicos, grupos culturais e admiradores das tradições locais em uma celebração marcada pela alegria, integração e fortalecimento da identidade cultural de Arcoverde. A próxima Prévia da Caminhada do Forró será na sexta-feira, dia 12 de junho, a partir das 18h, dentro da Feirinha Tipica da Malhada, na Zona Rural de Arcoverde. Da redação/Itapuama FM. Texto: Adauto Nilo, do Giro Social B. Fotos: Léo Lemos/Leonardo Lemos Comunicação e Artes.

  • Estudantes já podem se inscrever no Enem 2026; prazo vai até 5 de junho

    Tiveram início nesta segunda-feira (25/05) as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio 2026. Neste ano, a inscrição no Enem é automática para estudantes do 3º ano da rede pública. Mas esses candidatos devem acessar a Página do Participante para escolher o local de prova, a língua estrangeira e os recursos de acessibilidade. O candidato também pode solicitar atendimento especializado e tratamento por nome social. Quem tiver a taxa de isenção aprovada também precisa realizar a inscrição no exame. Já para os não isentos, a taxa continua no valor de R$ 85 e deve ser paga até 10 de junho. O Enem 2026 será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro. No ano passado, foram quatro milhões e oitocentos mil inscritos, com taxa de presença superior a 70%. Os participantes do programa Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio neste ano e participarem dos dois dias de prova do Enem vão receber um incentivo adicional de R$ 200. A inscrição para o Enem vai até 5 de junho e deve ser feita exclusivamente pelo site: enem.inep.gov.br/participante. Da redação/Itapuama FM. Reportagem: Renato Ribeiro, da Rádio Nacional. Edição: Leila Santos / Patrícia Serrão. Imagem: MEC/Divulgação.

  • Múltipla: Raquel tem 43% e João Campos, 39%

    Do Blog do Nill Júnior Na simulação para segundo turno, 44% a 41% pró Raquel. Considerando a margem de erro, quadro é de empate técnico A governadora Raquel Lyra (PSD) lidera pela primeira vez matematicamente as intenções de voto para o governo de Pernambuco de acordo com pesquisa Múltipla contratada com exclusividade pelo blog. Na pesquisa estimulada, em que são oferecidas as opções para o entrevistado, ela tem 43%, contra 39% do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos, do PSB. Ivan Moraes, do PSOL, aparece com 2%. Não opinaram 1% dos entrevistados. Indecisos são 8%. Votam branco e nulo 7%. Considerando a margem de erro, de 3% para mais ou para menos, o quadro é de empate técnico. Raquel tem entre 40% e 46%. Já João Campos, entre 36% e 42%. Na pesquisa divulgada em fevereiro, João tinha 42% e Raquel, 29%. A governadora cresceu 14 pontos percentuais, enquanto João Campos caiu 3%. Esse número de Campos chegou a ser de 47% em novembro, quando Raquel aparecia com 27%. Segundo turno Na simulação de segundo turno, Raquel Lyra tem 44% e João Campos, 41% dos votos. Não opinaram 1%. Indecisos são 8%. Brancos e nulos, 8%. Em fevereiro, o resultado era 47% a 32% Um dos fatores que explicam a mudança de percepção do eleitor, segundo Ronald Falabella, Diretor do Instituto Múltipla, é a avaliação da governadora Raquel Lyra, que apresentou melhora, além do seu crescimento na Região Metropolitana do Recife. João lidera, mas com uma vantagem menor, de 50% a 36%. Raquel vence no Sertão (47% a 41%), Agreste (52% a 33%) e Zona da Mata (49% a 30%). Rejeição A rejeição de Raquel Lyra é maior que a de João Campos: 36% dizem que não votariam nela de jeito nenhum, contra 30% que rejeitam o socialista. Conhecem Raquel e talvez votem, 20%. Os que talvez votem em João são 25%. Conhecem e votam com certeza em Raquel 42%. Conhecem e votam em João com certeza 38%. No caso de Ivan Moraes, 2% conhecem e votam com certeza,3% conhecem e talvez votem, 9% conhecem e não votam de jeito nenhum e 85% não o conhecem. Maioria da população ainda está pouco ou muito interessada na eleição O Múltipla quis saber qual o interesse da população pernambucana na eleição nesse momento. Um total de 35% se disse pouco interessado, contra 31% que disseram não estarem interessados de nenhum e 32% que estão muito interessados. Dados da pesquisa A pesquisa tem o número de identificação PE – 07611/2026 e BR – 00432/2026. Contratada pelo blog, foi a campo entre 16 a 20 de maio, com 1.070 entrevistas. A margem de erro de 3% para mais ou para menos. Confira às 12h, no comentário de Nill Júnios, mais detalhes da pesquisa Múltipla. Da redação/Itapuama FM.

  • Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção

    Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau. O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro. Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia. Interpol A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis. De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia. Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora. “A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse. O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas - as bets. “Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou. Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado. Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades. "Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição", afirmou o procurador. Da redação/Itapuama FM. Reportagem: Flávia Albuquerque, da Agência Brasil. Foto: Reprodução/Redes sociais.

  • PT Arcoverde leva denúncia contra nove vereadores ao MPPE e crise da Câmara entra em fase jurídica

    Representação pede investigação por improbidade, afastamento cautelar, convocação de suplentes e corte de subsídios. O caminho legal, porém, é mais longo e menos automático do que o embate político sugere. Por Raul Silva para a Itapuama FM | 21 de maio de 2026 Guilherme Ribeiro presidente do PT Arcoverde e Jairo Rodrigues Secretário de Comunicação no MPPE de Arcoverde | Foto: Comunucação/PT Arcoverde O diretório municipal do PT de Arcoverde protocolou uma representação no Ministério Público de Pernambuco contra nove vereadores da Câmara Municipal de Arcoverde e transformou uma crise política local em uma disputa de natureza institucional, administrativa e judicial. Na peça, o partido sustenta que houve absenteísmo deliberado para esvaziar sessões, derrubar o quórum mínimo e paralisar o funcionamento do Legislativo. A denúncia pede investigação por improbidade administrativa, afastamento cautelar dos parlamentares, convocação imediata de suplentes e desconto proporcional nos subsídios pagos aos faltosos. O caso se passa em meio a sessões frustradas, vídeos publicados nas redes e um conflito aberto em torno da presidência da Casa. O ponto central, no entanto, está menos no impacto político imediato da denúncia e mais no que a lei realmente permite a partir daqui. A representação do PT pode abrir um caminho formal de apuração, mas não produz, por si só, qualquer efeito automático sobre mandato, remuneração ou composição da Câmara. Entre a peça entregue ao MPPE e uma eventual sanção existe um percurso jurídico que depende de triagem, coleta de provas, contraditório, enquadramento legal e, em alguns casos, decisão judicial. A representação sustenta que a crise deixou de ser apenas um impasse interno e passou a comprometer o próprio funcionamento do Poder Legislativo municipal. O PT atribui a paralisação a um boicote organizado por nove vereadores, apontados nominalmente na peça: Célia, Heriberto do Sacolão, João Marcos, João Taxista, Luiza Margarida, Paulinho Galindo, Rodrigo Roa, Sargento Brito e Wellington Siqueira. O presidente da Câmara, Luciano Pacheco, ficou fora do polo passivo porque, segundo o documento, teria sido o único presente nas sessões esvaziadas. O partido afirma que a conduta foi assumida publicamente em vídeo e que não se tratou de ausência fortuita, motivada por doença, licença ou força maior. A tese é a de um absenteísmo consciente, usado como instrumento de pressão política contra a presidência da Casa. A peça também cita sessões frustradas em março e maio, com impacto sobre pautas administrativas e sobre a tramitação de pedidos de cassação. Na prática, o PT pede seis providências centrais: a autuação da notícia e a abertura de investigação, a requisição das listas de presença e dos registros das sessões, o ajuizamento de ação por improbidade, o afastamento cautelar dos nove vereadores, a posse imediata dos suplentes e a emissão de recomendação para desconto proporcional nos subsídios pagos aos faltosos. Antes mesmo de chegar à legislação federal, o caso encontra regras claras no plano local. O Regimento Interno da Câmara de Arcoverde estabelece que as sessões ordinárias só podem ser abertas com a presença da maioria absoluta dos vereadores. Como a Lei Orgânica do município, atualizada em 2024, registra uma Câmara com 10 cadeiras, o número mínimo para abrir os trabalhos é de seis parlamentares. Se esse número não for alcançado, o presidente aguarda 15 minutos, manda lavrar uma ata sintética e declara prejudicada a realização da sessão. Esse ponto é decisivo porque ajuda a separar duas discussões. A primeira é política: a minoria ou a maioria pode faltar como forma de pressão? A segunda é jurídica: quando a ausência deixa de ser uma escolha individual do parlamentar e passa a afetar a continuidade de um poder constitucionalmente instituído? No caso de Arcoverde, a denúncia do PT tenta justamente deslocar o debate para essa segunda camada. A Lei Orgânica também contém dois dispositivos que pesam no diagnóstico. O primeiro determina o desconto proporcional nos proventos dos vereadores faltosos em relação às sessões não assistidas. O segundo prevê perda de mandato para o vereador que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa anual, à terça parte das sessões ordinárias, salvo doença comprovada, licença ou missão autorizada pela edilidade. O texto ainda trata como hipótese de perda de mandato a utilização do cargo para atos de improbidade administrativa e considera incompatível com o decoro o abuso das prerrogativas parlamentares ou a percepção de vantagens ilícitas ou imorais. Isso significa que o ordenamento local já oferece instrumentos de reação. A Presidência pode justificar ou não a falta, registrar a ausência, promover o desconto proporcional e, em cenário mais extremo, abrir ou admitir o debate político-administrativo sobre perda de mandato, desde que observadas as regras de rito e defesa. A própria Lei Orgânica admite provocação por partido político legalizado em hipóteses de perda de mandato ligadas a proibições e decoro. Em outras palavras, a representação ao MPPE não substitui os mecanismos internos da Câmara, mas tenta acelerar sua responsabilização por outra via. Sede do Ministério Público de Pernambuco em Arcoverde PE | Foto: Reprodução/Redes Sociais O Ministério Público tem base constitucional para promover inquérito civil e ação civil pública em defesa do patrimônio público, da moralidade administrativa e de interesses coletivos. Essa é a porta jurídica utilizada pelo PT ao levar o caso para fora da Câmara. A legislação nacional também dá ao MP poder para requisitar documentos, colher informações e, se houver elementos suficientes, propor ação judicial. Mas é justamente na passagem do conflito político para a esfera judicial que o caso fica mais complexo. A representação foi construída com base na Lei de Improbidade Administrativa. O problema para os denunciantes é que, depois da reforma de 2021, o enquadramento por improbidade ficou mais restritivo. Hoje, o artigo 11 da lei exige ação ou omissão dolosa, e a jurisprudência passou a cobrar um lastro probatório mais robusto para diferenciar improbidade de mera irregularidade, desorganização administrativa ou disputa política dura. O Supremo Tribunal Federal consolidou que a responsabilização por improbidade exige responsabilidade subjetiva. Em português claro, não basta mostrar que a Câmara parou. É preciso demonstrar que a paralisação decorreu de conduta dolosa juridicamente enquadrável. Esse detalhe faz toda a diferença. O PT parte de uma premissa forte ao dizer que a intenção estaria confessada em vídeo. Se o conteúdo comprovar, de fato, uma decisão coordenada de faltar para impedir o funcionamento da Casa, a tese ganha densidade. Ainda assim, a prova do dolo não encerra o debate. O Ministério Público e, depois, o Judiciário terão de avaliar se essa conduta se encaixa no tipo legal da improbidade ou se permanece no terreno da responsabilidade político-administrativa interna. Há ainda outra lei importante no pano de fundo: o Decreto-Lei nº 201, de 1967, que disciplina a responsabilidade de prefeitos e vereadores. No caso dos vereadores, esse decreto prevê hipóteses de cassação de mandato pela Câmara, inclusive quando o parlamentar usa o mandato para praticar atos de corrupção ou de improbidade administrativa. Isso reforça um aspecto central da crise de Arcoverde: parte relevante da resposta institucional pode continuar dentro da própria Câmara, desde que haja quórum e disposição política para processar o caso. Câmara de Vereadores de Arcoverde | Foto: Reprodução/Redes Sociais O primeiro passo costuma ser a autuação da demanda como notícia de fato. Nessa fase inicial, o Ministério Público analisa se o relato descreve lesão ou ameaça relevante a interesse tutelado pelo órgão, se há base documental mínima e se o caso realmente está em sua esfera de atribuição. Essa etapa não é mera formalidade. É ali que a representação pode seguir, ser arquivada ou ser convertida em procedimento mais robusto. Se entender que o fato exige apuração, o promotor pode instaurar o instrumento adequado, que pode ser um procedimento preparatório, um procedimento administrativo ou um inquérito civil, a depender da natureza do que precisa ser esclarecido. Na prática, isso abre espaço para o MPPE ouvir os envolvidos, analisar os vídeos citados, comparar as listas de presença, requisitar atas, examinar folhas de pagamento, verificar se houve justificativas formais de ausência e aferir o impacto concreto da paralisia sobre a atividade legislativa. Essa fase é decisiva porque o caso não se resolve apenas com narrativa. O Ministério Público vai precisar responder perguntas objetivas: houve falta sem justificativa legal? Houve coordenação entre os ausentes? A paralisação foi pontual ou reiterada? Projetos, votações, fiscalizações e processos internos deixaram de ocorrer por causa das ausências? Houve pagamento integral de subsídios em sessões frustradas? Houve reação formal da Mesa Diretora ou do controle interno? Dependendo das respostas, o MPPE pode adotar caminhos diferentes. Pode arquivar o caso se entender que os fatos não configuram ilícito. Pode expedir recomendação administrativa para que a Câmara cumpra regras de desconto e publicidade. Pode buscar solução extrajudicial. Ou pode ajuizar ação por improbidade, se concluir que há prova de dolo, tipicidade e lesão relevante à moralidade administrativa. A crise em Arcoverde ficou politicamente ruidosa, mas a lei não trabalha em modo automático. A mera apresentação da representação não afasta vereador, não corta salário de imediato, não empossa suplente e não produz cassação instantânea. O afastamento cautelar pedido pelo PT é uma medida excepcional. Pela Lei de Improbidade, ele depende de decisão judicial e deve ser justificado pela necessidade concreta de evitar novos ilícitos ou proteger a instrução processual. Não se trata de punição antecipada nem de atalho para recompor maioria em plenário. Em geral, o Judiciário exige fundamentação objetiva, risco demonstrado e adequação da medida ao caso concreto. A convocação de suplentes também não decorre automaticamente da representação. Pela Lei Orgânica de Arcoverde, a convocação ocorre nos casos de vaga ou licença. Se houver um afastamento judicial, ainda será necessário discutir se a decisão gera, por si, situação apta a justificar a convocação temporária e em que moldes isso se daria. Sem essa ordem específica, o pedido formulado pelo PT pode esbarrar numa lacuna prática. O mesmo raciocínio vale para o desconto nos subsídios. A previsão local existe e é clara, mas sua aplicação depende de apuração administrativa e de verificação da natureza da falta. Se houve ausência injustificada, o corte encontra respaldo normativo. Se houve justificativa formal aceita pela Presidência, o cenário muda. A denúncia do PT pressiona para que esse filtro seja feito com rigor, mas o filtro ainda precisa ser feito. Plenário da Câmara de Arcoverde | Foto: Reprodução Redes Sociais A representação parte de três elementos que, do ponto de vista jurídico, não são desprezíveis. O primeiro é a materialidade mínima inicial. A peça não se apoia só em rumor político. Ela lista nomes, datas, links de vídeos e sessões concretas, e descreve a consequência institucional das ausências. O segundo é a existência de regra local expressa sobre quórum, desconto por falta e perda de mandato por ausência reiterada. Isso afasta o argumento de que a crise estaria num vácuo normativo. O terceiro é o interesse público envolvido. Quando o conflito interno deixa de ser apenas disputa entre bancada e presidência e passa a bloquear sessões, votações e funções de fiscalização, o caso ganha relevância para além dos grupos em confronto. A robustez política da denúncia não elimina seus obstáculos legais. O primeiro é o padrão atual da improbidade administrativa, mais exigente do que era no passado. A reforma legislativa e a jurisprudência recente reduziram o espaço para enquadrar como improbidade toda conduta censurável no plano ético ou político. O segundo é a autonomia do Legislativo. O Judiciário e o Ministério Público podem agir quando há indício de ilegalidade, lesão à moralidade ou abuso, mas tendem a ser cautelosos quando a controvérsia pode ser tratada por mecanismos regimentais internos. O terceiro é a própria arquitetura dos pedidos. Afastar nove vereadores e, ao mesmo tempo, determinar a posse imediata de suplentes é uma solução juridicamente ousada. Pode ser defendida sob o argumento da continuidade institucional, mas está longe de ser uma decorrência simples da lei local. No curto prazo, o desfecho mais provável não é uma decisão explosiva, e sim uma etapa de investigação. O MPPE deve primeiro verificar a consistência da representação, reunir elementos documentais e ouvir as partes antes de decidir se leva o caso ao Judiciário. Esse é o rito mais compatível com a gravidade da acusação e com as exigências atuais da legislação de improbidade. No plano político, a denúncia aumenta a pressão sobre os vereadores citados e sobre a própria Presidência da Câmara. Se as ausências continuarem, a crise tende a ganhar contornos mais severos, porque o acúmulo de faltas pode fortalecer não apenas a via do Ministério Público, mas também as hipóteses de responsabilização previstas na Lei Orgânica e no Decreto-Lei nº 201. No plano institucional, o caso coloca Arcoverde diante de uma pergunta mais ampla: até onde vai a autonomia do mandato parlamentar quando a ausência deixa de ser um ato individual e passa a comprometer o funcionamento de um poder inteiro? A resposta a essa pergunta não virá de uma postagem em rede social nem de uma frase de efeito em vídeo. Ela virá da prova, do rito e da capacidade das instituições de separar protesto político de paralisação deliberada da máquina pública. Por ora, o que existe é uma crise formalmente judicializada. O que ainda não existe é punição pronta. Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @itapuamafm Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, poder local e interesse público, com foco em apuração documental e análise institucional.

  • PT de Arcoverde aciona MPPE contra vereadores de Arcoverde; partido pede afastamento de nove parlamentares

    A crise política na Câmara Municipal de Arcoverde agora está nas mãos da Justiça. O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma Representação Administrativa junto à 4ª Promotoria de Justiça de Arcoverde, exigindo o afastamento cautelar e urgente de nove vereadores. A acusação é de que o grupo promove um "boicote institucional deliberado", esvaziando as sessões ordinárias por meio de faltas coordenadas e paralisando os trabalhos da Casa James Pacheco. ​De acordo com a denúncia, as ausências em bloco têm impedido a formação do quórum mínimo de seis parlamentares necessário para votar matérias urgentes. Com a Câmara travada, projetos cruciais voltados para a saúde pública do município e até pedidos de cassação de mandato encontram-se completamente paralisados. ​O principal argumento jurídico do PT baseia-se em um vídeo publicado nas redes sociais pelos próprios parlamentares da oposição. Na gravação, o bloco assume publicamente que as faltas são planejadas como forma de protesto, justificando que não reconhecem a legitimidade da atual presidência de Luciano Pacheco. ​Para o partido denunciante, disputas ou divergências políticas não dão direito à "greve parlamentar", sobretudo com a manutenção do recebimento integral dos salários sem a devida contraprestação do trabalho. ​Entre os pedidos do PT ao Ministério Público estão: ​Afastamento urgente: O afastamento cautelar dos nove vereadores acusados de boicote; ​Convocação de suplentes: A chamada imediata dos suplentes para que as sessões e votações sejam retomadas sem prejuízo à população; ​Corte de ponto: O desconto salarial proporcional na folha de pagamento de cada um deles referente às sessões em que se ausentaram. ​Os parlamentares nominalmente citados e acionados na representação são: Célia Galindo, Heriberto do Sacolão, João Marcos, João Taxista, Luiza Margarida, Paulinho Galindo, Rodrigo Rôa, Sargento Brito e Wellington Siqueira. Da redação/Itapuama FM. Informações e imagens: Diretório do PT em Arcoverde.

  • Eleições 2026: testes confirmam, mais uma vez, a segurança do sistema eleitoral brasileiro

    A segunda etapa do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais (Teste da Urna) de 2026 comprovou, mais uma vez, a segurança do sistema eleitoral brasileiro. No Teste de Confirmação, realizado na última semana e concluído na sexta-feira (15) na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, ficou constatado que nenhum dos achados fragilizou o sigilo ou a integridade do voto, que são os pilares do processo eleitoral do país. De quarta (13) a sexta-feira (15), investigadores que participaram da fase principal do Teste da Urna de 2025, ocorrida em dezembro, estiveram na sede do TSE para verificar se as melhorias sugeridas por eles foram incorporadas ao sistema eletrônico de votação pelas equipes técnicas da Justiça Eleitoral. As contribuições feitas pelos investigadores chamados para o Teste de Confirmação ocorreram no sentido de fortalecer alguns dos muitos mecanismos de segurança já implantados no processo eleitoral. Conforme explica o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, os achados dos participantes que contribuíram com insights relevantes na etapa de dezembro foram analisados e, consequentemente, foram implantadas melhorias nos sistemas, tornando-os ainda mais robustos. “Isso é extremamente benéfico, pois mostra que a sociedade colabora com a Justiça Eleitoral, por meio das investigadoras e dos investigadores que participam dos Testes Públicos, de forma a manter sempre seguro nosso sistema eleitoral”, ressalta. Contribuições de aperfeiçoamento O Teste Público da Urna é uma das principais etapas de auditoria e fiscalização dos sistemas eleitorais. O objetivo é permitir que especialistas externos à Justiça Eleitoral analisem os programas utilizados nas eleições e contribuam para o aperfeiçoamento da tecnologia empregada no processo de votação e apuração dos resultados. Dentre os testes executados em dezembro, na etapa principal do evento de 2025, quatro foram selecionados para o Teste de Confirmação. As propostas foram elaboradas pelos investigadores individuais Vitor Aloísio do Nascimento Guia e Lúcio Santos de Sá e pelo grupo de Carlos Alberto da Silva e Matheus Vianna Silveira, que representaram a Faculdade de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). De acordo com os investigadores, os testes confirmaram a eficácia das melhorias promovidas pela equipe técnica do Tribunal, sem identificação de vulnerabilidades. Para Lúcio de Sá, especialista em segurança digital e participante de outras edições do evento, a experiência foi positiva. Segundo ele, em segurança digital, a avaliação deve ser comparativa e contínua. “Eu vim aqui para verificar se a correção implementada em uma barreira de segurança identificada anteriormente havia sido feita de forma completa”, destacou, afirmando que o aprimoramento foi executado. Vitor Guia, professor de teste de software, também ressaltou a importância do processo de auditoria e a evolução dos sistemas. Ele observou ainda que o trabalho de melhoria é contínuo e que, a cada ano, o TSE vai reforçando as barreiras de segurança. Próximos passos do Teste Com a conclusão da segunda etapa, os próximos passos do Teste da Urna serão as publicações dos relatórios finais da Comissão Avaliadora e da Comissão Reguladora, no dia 22 de julho, e do compêndio do evento, no dia 31 do mesmo mês. Confira o calendário do Teste da Urna. Auditoria permanente Os testes fazem parte do calendário permanente de auditorias da Justiça Eleitoral, realizados antes de cada pleito, com o objetivo de fortalecer a segurança, a confiabilidade e a transparência do processo eleitoral brasileiro. A próxima etapa de auditoria prevista pela Justiça Eleitoral é a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, momento em que os programas oficiais utilizados nas Eleições 2026 serão assinados digitalmente e armazenados de forma segura para uso no pleito. É importante ressaltar que, apesar da conclusão do Teste da Urna, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais seguem disponíveis para inspeção por entidades fiscalizadoras até a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração. Da redação/Itapuama FM. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE. Informações: Tribunal Superior Eleitoral.

  • Brasil atingiu o menor patamar de bebês que não foram registrados

    O Brasil atingiu em 2024 o menor patamar de bebês que não foram registrados no período em que a lei determina, de até um ano e 90 dias após o parto. A taxa de sub-registro de nascimento ficou em 0,95%, a menor da série histórica da pesquisa Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos, iniciada em 2015. O levantamento, feito pelo IBGE, alcançou naquele ano 4,21%. De acordo com os novos dados, divulgados nesta quarta-feira (20), em 2024 foram feitos quase 2.370.000 registros nos cartórios civis. Neste mesmo ano, cerca de 22.900 crianças ficaram sem identidade legal, com efeito direto na falta de acesso a serviços básicos essenciais, como saúde, educação e programas sociais. O índice de sub-registro apresenta tendência de queda desde 2015, com exceção de 2020, ano da eclosão da pandemia de covid-19, quando a sociedade enfrentou medidas de isolamento social e controle sanitário. Para Jailson Nogueira Assis, um dos responsáveis pela pesquisa, a queda pode ser explicada por um conjunto de ações, como campanhas do governo federal e a lei que leva cartórios a locais próximos da população. “Tais como a instalação de unidades interligadas de registro civil em maternidades e hospitais também. Ou seja, logo após o parto, o pai já pode providenciar o registro de nascimento dentro do hospital ou da maternidade. Então, isso é um fator que vem propiciando essa queda. Também outras medidas, como a gratuidade da emissão de certidões de nascimento, realização de mutirões de regularização para documentos e também uma integração de sistemas informatizados entre cartórios e estabelecimentos de saúde”. O sub-registro, ainda com base na pesquisa, foi mais comum no caso de jovens mães, principalmente aquelas menores de 15 anos, com taxa de 6,10%. Entre as regiões, o maior percentual de sub-registro de nascimentos, de 3,53%, foi no Norte do país, devido à dificuldade de acesso aos cartórios; enquanto o menor, de 0,25% ficou na região Sul. Sobre a sub-notificação de mortes em 2024, a taxa alcançou 3,40%, a terceira menor da série histórica. Já a maior, de 10,80%, foi verificada entre as crianças com menos de um ano de idade. Novamente, o Norte do país ficou na frente, com taxa de 11,36%, e o Sudeste teve a menor: 0,76%. Para José Eduardo Trindade, também responsável pela pesquisa, esses dados apontam o desinteresse das famílias em registrar os óbitos, principalmente devido a longas distâncias. “Uma das principais é porque essa criança não vai deixar uma herança, não vai deixar nenhuma coisa de valor. Então, principalmente, acredita-se que em regiões mais remotas acaba que a própria família acaba enterrando às vezes a criança no quintal e não fazendo a notificação, não fazendo o registro civil. Então isso é péssimo para as estatísticas e precisa realmente a gente ter às vezes, como teve em campanhas passadas no Ministério da Saúde, busca ativa para conseguir entender a magnitude dessa subnotificação”. No Brasil, a emissão da primeira via das certidões de nascimento e de óbito é gratuita, o que deveria estimular esses registros. Da redação/Itapuama FM. Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil. Edição: Vitoria Elizabeth / Rilton Pimentel.

  • Produtora de ‘Dark Horse’ nunca registrou nenhuma obra cinematográfica

    O dep. federal, Mário Frias (PL), o ator Jim Caviezel; e a dona da Go Up, Karina Ferreira da Gama. Arte: Intercept Brasil. Por Malu Gaspar, do jornal O Globo Proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo polêmico filme “Dark Horse”, a jornalista Karina Ferreira da Gama nunca lançou nenhum filme, nem no Brasil e nem no exterior. Além da Go Up, as outras duas empresas que constam no sistema da Agência Nacional de Cinema (Ancine) no nome de Karina – a Go7 Assessoria e a ONG Instituto Conhecer Brasil – também nunca registraram nem lançaram nenhuma produção em território nacional, seja em cinema, TV aberta ou fechada. As informações foram levantadas a pedido da equipe do blog da jornalista Malu Gaspar pela Ancine, agência que regula o mercado de cinema e audiovisual brasileiro. Karina entrou no projeto do filme pelas mãos do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina o roteiro de “Dark Horse”, sobre a carreira política de Jair Bolsonaro. O filme está no centro da crise instalada pela revelação de que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), cobrou milhões de reais do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente para o financiamento da obra. Após uma série de reportagens do Intercept Brasil, Flávio reconheceu ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro, pagos por meio de uma empresa ligada a ele para um fundo administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. Nenhum deles explicou por que era necessária a intermediação do fundo, o que levantou a suspeita de que o dinheiro na verdade estivesse sendo usado para financiar o autoexílio do filho 03 nos Estados Unidos. Os dados da Ancine sobre a GoUp reforçam as suspeitas. De acordo com a agência, a produtora teve o registro confirmado em 9 de julho de 2025 e está em situação regular, mas nunca lançou nenhum filme, seja no cinema, na TV aberta ou fechada. Aparentemente, a empresa foi formada para fazer o filme de Bolsonaro. O contrato social na Junta Comercial de São Paulo inclusive mostra uma alteração do objeto e das atividades econômicas, em junho de 2025. Embora negue que tenha sido o caso, a sócia da Go Up, Karina reconhece que o dinheiro para a produção de “Dark Horse” começou a entrar em março de 2025, vindo do fundo mantido pelo advogado Paulo Calixto, no Texas. Só depois disso a Go UP conseguiu seus registros na Ancine e na Receita Federal —- em que passou a constar como ativa em maio de 2025, dois meses depois. Segundo Karina, a produção e a pós-produção de “Dark Horse” já custaram o equivalente a US$ 13 milhões (o equivalente a R$ 65,7 milhões, na atual cotação do câmbio). O valor da produção provoca estranhamento por ser muito maior do que o de filmes brasileiros recentes que foram sucesso de bilheteria e receberam múltiplas indicações ao Oscar, como “O agente secreto” (R$ 28 milhões) e “Ainda estou aqui” (R$ 45 milhões). “É um filme caro para burro. E o Jim Caviezel é um ator decadente, nível C”, disse um renomado profissional do setor audiovisual ouvido reservadamente pelo blog, para quem o orçamento de US$ 13 milhões não se justifica. “Quase cinquenta por cento desse orçamento é elenco. Eu tinha 11 atores americanos e 36 semanas de filmagem”, disse ela. “O projeto tinha um orçamento ainda maior. A gente cortou muitas cenas, teve que economizar e o Cyrus [o norte-americano Cyrus Nowrasteh, diretor do filme] reajustou as cenas pra gente conseguir.” “Dark Horse” (Azarão, em tradução livre) é protagonizado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente. Apoiador de Donald Trump, a quem já chamou de “novo Moisés”, Caviezel passou cerca de três meses no Brasil gravando. Também está no elenco Esai Morales, que interpretou o vilão de “Missão: Impossível – O acerto final”. Projetos no papel Karina diz que não teve nenhuma relação com a captação de recursos e que não sabe quem são os investidores além de Vorcaro — sobre o qual alega ter ficado sabendo agora, com as reportagens do Intercept. Segundo ela, o filme de Bolsonaro não foi a sua primeira tentativa de fazer cinema. Nas outras, disse ter registrado os projetos na Ancine pela Go7 – um infantil e um documentário sobre atletas, intitulado “Atletas de Cristo” –, mas nenhum deles saiu do papel por falta de apoio. “Ela [a Go7] tem registro na Ancine bem mais antigo e tem projetos na Ancine”, afirmou. De fato, a Go7 foi registrada na Ancine em 2005, mas não tem nenhuma obra concluída ou finalizada devidamente registrada. A agência confirmou, no entanto, que Karina já fez cadastro de um projeto e se inscreveu em um edital, mas nenhuma das duas iniciativas avançou. Da redação/Itapuama FM. Informações: Blog do Ricardo Antunes. Texto: Dannilo Duarte/Jornalista.

  • TCE suspende licitação em Pernambuco para restaurar estradas no valor de R$ 767 milhões

    Do Portal Panorama Por meio de medida cautelar o TCE-PE suspende licitação em Pernambuco para restaurar estradas no valor de R$ 767 milhões. O órgão tomou a decisão após identificar indícios de irregularidades no edital da concorrência pública. Entre os principais pontos apontados pelo tribunal estão possíveis restrições à competitividade entre as empresas participantes e falta de clareza nos critérios técnicos exigidos para a execução das obras. Segundo o TCE, as inconsistências encontradas poderiam comprometer a transparência do certame e limitar a participação de concorrentes, prejudicando a legalidade e a igualdade no processo licitatório. Com isso, a medida cautelar determina a paralisação imediata da licitação até que o mérito da questão seja analisado. O processo ficará interrompido enquanto o Governo de Pernambuco apresenta justificativas e esclarecimentos técnicos ao tribunal. Após analisar a documentação e as respostas apresentadas pelo Estado, o TCE decidirá se mantém a licitação, exige mudanças no edital ou anula o processo. Em nota, o Governo de Pernambuco informou que o investimento é considerado estratégico para a infraestrutura estadual. A gestão destacou que as obras previstas têm como objetivo melhorar a segurança viária, facilitar o escoamento da produção e ampliar a mobilidade em diversas regiões do estado. TCE cobra legalidade, transparência e competitividade. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas para recuperação e ampliação da malha rodoviária pernambucana. No entanto, o tribunal reforçou que grandes investimentos públicos devem seguir rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e competitividade. A decisão do TCE aumenta a expectativa sobre os próximos desdobramentos do caso, especialmente diante da relevância econômica e estrutural das obras previstas. O julgamento definitivo deverá ocorrer após a análise completa das justificativas apresentadas pelo Governo do Estado. Da redação/Itapuama FM. Foto: Divulgação/GovPE.

  • Ministério cria centro nacional para analisar acidentes de trânsito

    O Ministério dos Transportes criou o Centro Nacional de Estudos de Sinistros de Trânsito. O objetivo é, a partir da análise dos acidentes, identificar fatores de risco e propor medidas para aumento da segurança nas rodovias brasileiras, para reduzir mortes e lesões. Segundo o Ministério, o modelo é inspirado no Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. A nova unidade será composta por equipe técnica multidisciplinar, com especialistas em segurança viária, perícia, engenharia veicular e infraestrutura viária, entre outras áreas. A análise dos casos vai levar em conta fatores humanos, viários, veiculares e ambientais. E a preocupação se justifica! Só em 2024, o Brasil registrou mais de 37 mil mortes no trânsito, de acordo com o DataSUS, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde; a Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria Nacional de Trânsito. Além do impacto na segurança das rodovias, os acidentes também ocasionam consequências econômicas e sociais. Entre 2012 e 2024 houve um aumento de 49% nas internações relacionadas a essas ocorrências, segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde. Estimativas do Banco Mundial apontam que os custos associados às ocorrências chegam a R$ 310 bilhões por ano no país, o equivalente a cerca de 4% do PIB, Produto Interno Bruto, nacional. Da redação/Itapuama FM. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil. Reportagem: Priscila Thereso/Rádio Nacional. Edição: Vitoria Elizabeth - Marizete Cardoso

  • Governo Federal: Programa vai financiar veículos para motoristas de aplicativo e taxistas

    O governo federal lançou, nesta terça-feira (19), um programa que destinará R$ 30 bilhões para o financiamento de carros novos para motoristas de aplicativo e taxistas. A iniciativa faz parte do Move Brasil, que conta com linhas de crédito especiais com taxas de juros mais baixas. Poderão ser financiados veículos de até R$ 150 mil que atendam a critérios de sustentabilidade, ou seja, carros flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol. Podem participar do programa motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período na mesma plataforma, além de taxistas registrados e em atividade. Os recursos serão disponibilizados pelo BNDES, que receberá o cadastro dos trabalhadores habilitados a participar do programa. Em São Paulo, durante a cerimônia de assinatura da Medida Provisória que instituiu a linha de crédito, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, citou a estimativa de beneficiários e os critérios para adesão ao programa: “No aplicativo, a nossa estimativa vai dar em torno de 1,2 milhão a 1,4 milhão de trabalhadores que poderão acessar o programa. E o táxi, a mesma coisa. O Ministério da Indústria e Comércio vai entregar ao BNDES a lista de todos os motoristas que podem pleitear, que são profissionais motoristas de táxi. Nós temos que ser muito rigorosos, porque isso aqui é para quem rala como motorista de aplicativo e de táxi. Não é para ninguém vir aqui e substituir aqueles que estão trabalhando.” Mercadante explicou ainda que haverá descontos sobre os valores dos veículos e condições diferenciadas para mulheres: “A taxa de juros vai ser, no ano, 12,6%. No ano! Para os homens. Para as mulheres, 11,5%. A mulher vai pagar menos por esse financiamento do que os homens, pra gente estimular as mulheres nesse serviço. Então, nós estamos falando, ao mês, uma taxa de juros de 0,99% — é menos de 1% para o homem – e 0,91% para as mulheres.” Organização das categorias Ao se dirigir a uma plateia de trabalhadores por aplicativo e taxistas, o presidente Lula defendeu a organização das categorias profissionais contra a precarização e a informalidade do trabalho por plataformas digitais, marcado por jornadas exaustivas e ausência de direitos trabalhistas: “Isso aqui é apenas o começo de uma coisa. Vocês têm que se organizar. Crie a forma de organização que vocês entenderem que seja melhor para vocês, mas se organizem. Porque, muitas vezes, o governo tira proveito da falta de organização de vocês. Não tenham nenhuma preocupação de reivindicar. Vá atrás do Boulos. Se ele não atender vocês, vá atrás do Alckmin.” Pontos de apoio e desburocratização Durante o evento, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, anunciou a criação de 100 pontos de apoio para trabalhadores e trabalhadoras de aplicativos já a partir do próximo mês. Além disso, Boulos apresentou outra Medida Provisória, também assinada nesta terça-feira, que vai desburocratizar as atividades de mototaxistas e motoboys. “A Medida Provisória hoje, ela vai acabar com a obrigatoriedade do curso do motofretista, com a obrigatoriedade da placa vermelha e com a obrigatoriedade do mínimo de 21 anos para trabalhar de motofrete. Nenhum governador, como aconteceu aqui em São Paulo, nenhum Detran, como aconteceu aqui em São Paulo, vai poder fazer comando e prender a moto de vocês por causa de curso ou de ausência de curso.” O Planalto ressalta que essas atividades continuarão sujeitas às normas de trânsito, à fiscalização dos órgãos competentes e à responsabilização em caso de infrações. Da redação/Itapuama FM. Foto: Ricardo Stuckert/PR. Reportagem: Luciano Seixas/RádioGov. Edição: Fabiana Sampaio e Rafael Guimarães, da Agência Brasil.

  • Ancelotti convoca Neymar para a Copa; veja a lista de jogadores

    Foto: Ricardo Moraes/Reuters. Fim do mistério: Neymar, o maior artilheiro da história da seleção brasileira, está na lista de convocados da Copa do Mundo de 2026. O anúncio foi feito pelo técnico Carlo Ancelotti na tarde desta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Confira a lista completa de convocados: Goleiros Alisson (Liverpool) Ederson (Fenerbahçe) Weverton (Grêmio) Defensores Alex Sandro (Flamengo) Bremer (Juventus) Danilo (Flamengo) Douglas Santos (Zenit) Gabriel Magalhães (Arsenal) Ibañez (Al-Ahli) Leo Pereira (Flamengo) Marquinhos (PSG) Wesley (Roma) Meio-campo Bruno Guimarães (Newcastle) Casemiro (Manchester United) Danilo (Botafogo) Fabinho (Al-Ittihad) Lucas Paquetá (Flamengo) Atacantes Endrick (Lyon) Gabriel Martinelli (Arsenal) Igor Thiago (Brentford) Luiz Henrique (Zenit) Matheus Cunha (Manchester United) Neymar Jr. (Santos) Raphinha (Barcelona) Rayan (Bournemouth) Vini Jr. (Real Madrid) Datas dos jogos Todos os jogos da seleção brasileira na fase de grupos serão nos Estados Unidos. A estreia do Brasil é no sábado, 13 de junho, às 19h, contra o Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O segundo jogo será contra o Haiti, dia 19 de junho, na Filadélfia, às 21h30. No terceiro jogo da fase de grupos, a seleção brasileira enfrentará a Escócia, no dia 24 de junho, às 19h, em Miami. Da redação/Itapuama FM. Produção de Liliane Farias e Rafael Guimarães/Agência Brasil.

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