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Chacina de Poção: julgamento de três réus ocorre nesta quarta (4)

Júri Popular do caso da Chacina de Poção, no Fórum Thomaz de Aquino - Foto: Júnior Soares/Arquivo Folha de Pernambuco.
Júri Popular do caso da Chacina de Poção, no Fórum Thomaz de Aquino - Foto: Júnior Soares/Arquivo Folha de Pernambuco.

O julgamento de Bernadete Siqueira Britto de Rocha, José Vicente Pereira Cardoso da Silva e Leandro José da Silva, acusados do assassinato de quatro pessoas em 2015, no crime que ficou conhecido como a chacina de Poção, no Agreste de Pernambuco, acontece nesta quarta-feira (04).


A sessão, que originalmente aconteceria em dezembro ao ano passado, foi adiada por diversos fatores.


O julgamento desta quarta será realizada a partir das 9h, na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife. A sessão será presidida pela juíza Maria Segunda Gomes.


Júri adiado


Os três réus deveriam ter ido a júri em 10 de dezembro do ano passado. À época, inclusive, os três chegaram a comparecer ao fórum, mas, alegando motivos diversos, a sessão foi cancelada.


A primeira a ir ao tribunal foi Bernadete, acusada de ser a mandante do crime. O processo, no entanto, não seguiu adiante porque a advogada da ré está de licença-maternidade.


José Vicente foi o segundo réu a comparecer ao tribunal e ter o seu julgamento adiado. Advogado, ele faria sua autodefesa no julgamento, porém alegou problemas de saúde e a impossibilidade de seguir com o processo na data. Na ocasião, ele chegou a sofrer uma queda ao sair do carro da Polícia Penal, antes de entrar no fórum.


O terceiro a ter o seu julgamento adiado foi Leandro. No caso dele, o seu advogado renunciou ao caso.


José Vicente Pereira Cardoso da Silva, advogado e ex-diretor do presídio de Arcoverde, articulador do crime, caiu da viatura antes de entrar no fórum | Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco.
José Vicente Pereira Cardoso da Silva, advogado e ex-diretor do presídio de Arcoverde, articulador do crime, caiu da viatura antes de entrar no fórum | Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco.

Relembre o caso


O crime aconteceu dentro de um veículo na zona rural de Poção, a 240 quilômetros do Recife. Foram mortos os conselheiros tutelares Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, de 54 anos; José Daniel Farias Monteiro, 31 anos; bem como Carmem Lúcia da Silva, de 38.


Ana Rita Venâncio, de 62 anos, também foi assassinada. Ela era a avó materna de Ana Cláudia, menina que, à época, tinha três anos e estava no carro, mas que sobreviveu ao episódio.


De acordo com a Justiça, a mandante dos assassinatos seria a avó paterna da criança, a oficial de Justiça Bernadete Siqueira Britto de Rocha.


Bernadete teria contratado o grupo de extermínio para eliminar a família materna e assegurar a guarda da criança, cuja tutela oficial era do pai, José Cláudio de Britto Siqueira Filho.


Condenações


Por mais que o julgamento de Bernadete, José Vicente e Leandro tenha sido adiado, no mesmo dia outros três réus foram condenados pelo crime.


Egon Augusto Nunes de Oliveira e Ednaldo Afonso da Silva foram condenados a 101 anos e 4 meses de reclusão, cada um, por homicídio qualificado das quatro pessoas.


O delito é gravíssimo e cometido mediante paga ou promessa de recompensa, ou por motivo torpe; à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime. As infrações estão, portanto, previstas no art. 121, § 2º, incisos I, IV e V §6 do Código Penal.


Já o acusado Orivaldo Godê de Oliveira foi, então, condenado a 12 anos e seis meses de reclusão pelo homicídio simples do conselheiro tutelar Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos. Ele, no entanto, foi absolvido dos demais homicídios.


Por fim, em fevereiro de 2024, Wellington Silvestre dos Santos, apontado como principal executor da chacina, recebeu pena de 74 anos de prisão.


Da redação/Itapuama FM. Reportagem: Genival Henrique, da Folha de Pernambuco.

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