Denúncia aponta queima irregular de resíduos urbanos às margens da BR-424 em Arcoverde
- Zalxijoane Ferreira

- 24 de jan.
- 2 min de leitura

Uma denúncia ambiental protocolada junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) chama atenção para a destinação irregular e a queima recorrente de resíduos sólidos urbanos em um terreno localizado às margens da rodovia BR-424, no município de Arcoverde, no Sertão pernambucano.
De acordo com o registro, o local das queimadas fica em frente à HDS – fábrica de sacolas plásticas - e, supostamente, está sendo utilizado para fins de aterro e nivelamento de terreno, que pode estar relacionado a um futuro loteamento.
Segundo a denúncia, resíduos urbanos vêm sendo depositados de forma reiterada no imóvel, sem que haja informação sobre licenciamento ambiental ou autorização dos órgãos competentes. A situação se agrava durante a noite, quando os materiais inflamáveis depositados no local são incendiados a céu aberto.
A queima dos resíduos tem provocado grande emissão de fumaça e fuligem, que, impulsionadas pela direção dos ventos, alcançam diversas ruas do bairro Boa Esperança, JK e Cidade Jardim, gerando incômodo e problemas respiratórios à população local.
Entre as vias mencionadas como mais afetadas estão as ruas Agamenon I, II e III, a Rua Barão do Rio Branco, no Boa Esperança, além de outras áreas nos bairros e ruas do entorno. Moradores relatam prejuízos à qualidade do ar, especialmente durante a noite, período em que os incêndios ocorreriam com maior frequência.
A prática de queimadas contraria as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que proíbe a disposição inadequada e a queima de resíduos a céu aberto, além de representar risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente urbano.

O material que ilustra essa reportagem — fotografias e vídeos dos focos de incêndio — foi anexado ao procedimento junto ao MPPE e encontra-se armazenado em ambiente digital para análise das autoridades competentes.
A manifestação foi registrada no sistema de ouvidoria do Ministério Público no dia 23 de janeiro de 2026 e deverá ser analisada pela Promotoria de Justiça com atribuição na tutela do meio ambiente da Comarca de Arcoverde, que poderá instaurar procedimento para apuração dos fatos, realização de vistorias técnicas e eventual responsabilização dos envolvidos.
Até o momento, não há informações oficiais sobre medidas adotadas ou identificação dos responsáveis pelas queimadas na área.
Confira o vídeo:
Da redação:
Imagens: Reprodução/WhatsApp.





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