top of page

Motociclistas de aplicativo recorrem ao Ministério Público contra novas exigências da ARCOTRANS em Arcoverde

Representantes dos motociclistas que atuam por meio de plataformas digitais de transporte em Arcoverde participaram de uma reunião no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no final da manhã desta quarta-feira (17/06).


O encontro teve como objetivo formalizar uma denúncia e solicitar a análise do órgão sobre as novas exigências estabelecidas pela Autarquia de Trânsito e Transportes de Arcoverde (Arcotrans) para o exercício da atividade no município.



De acordo com a categoria, as normas implantadas pela autarquia incluem o cadastramento obrigatório dos profissionais, pagamento de taxas anuais de credenciamento, realização de vistorias específicas nos veículos e participação em cursos profissionalizantes. Segundo os trabalhadores, o descumprimento das exigências pode resultar na aplicação de multas que chegam a aproximadamente R$ 2 mil.


Em documento apresentado ao Ministério Público, os motociclistas afirmam que as medidas têm gerado preocupação entre os profissionais que dependem da atividade como principal fonte de renda. Entre os pontos levantados, a categoria argumenta que já é submetida a processos de validação documental, análise de antecedentes e verificação dos veículos pelas próprias plataformas digitais.


Os trabalhadores também questionam a necessidade de vistorias municipais específicas, alegando que as condições de segurança dos veículos já são fiscalizadas conforme as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro.



Outro ponto destacado é o impacto financeiro das novas obrigações, que, segundo os representantes da categoria, se soma aos custos já existentes com combustível, manutenção e demais despesas da atividade.


Além disso, os motociclistas afirmam que as mudanças foram implementadas sem uma discussão ampla com os setores envolvidos e manifestam preocupação com possíveis reflexos na concorrência entre os diferentes modelos de transporte de passageiros.


Na solicitação encaminhada ao MPPE, a categoria pede que sejam analisadas a legalidade e a constitucionalidade das exigências estabelecidas pela ARCOTRANS. O grupo solicita ainda a avaliação da razoabilidade das taxas de credenciamento, dos cursos obrigatórios e das multas previstas, bem como dos possíveis impactos das medidas sobre a mobilidade urbana e a oferta de transporte à população.


Após o protocolo da denúncia, caberá ao Ministério Público avaliar os argumentos apresentados e decidir sobre a eventual instauração de procedimento para apuração do caso.


Outro lado


Procurada pela reportagem da Itapuama FM, a Arcotrans informou que ainda não foi informada sobre o assunto e que vai se pronunciar quando receber a notificação oficial.



Da redação/Itapuama FM. Fotos: Divulgação.

bottom of page