top of page

1974 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Festival Lula Calixto: 15ª edição será entre os dias 15 e 17 de agosto em Arcoverde

    O Festival Lula Calixto terá a programação divulgada nos próximos dias. (Imagem/Divulgação). O Alto do Cruzeiro será palco, mais uma vez, do Festival Lula Calixto em sua 15ª edição. A maior celebração da cultura popular de Arcoverde será realizada entre os dias 15 e 17 de agosto de 2025. O evento, que homenageia o mestre Lula Calixto (1942–1999), preserva a tradição com três dias de programação artística, cultural e formativa. A festa é aberta e livre para todos os públicos. Promovido pelo grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde, o festival terá a programação divulgada nos próximos dias. As apresentações, mais uma vez, serão realizadas em dois palcos principais: em frente à sede do Coco Raízes e no tradicional palhoção em frente à casa do mestre Assis Calixto. Ao longo dos três dias, o público poderá vivenciar cortejos, shows musicais, encontros de maracatus e de grupos folclóricos. Também estão previstas a realização de recitais, oficinas e atividades de recreação infantil. Festival já caminha para a 15ª edição. (Foto: Jefferson Santos/ Divulgação). O Festival Lula Calixto se consolida como espaço de valorização das expressões culturais do estado, reunindo estilos como afoxé, bois, coco, forró, maracatu, pop, reggae, reisado, rock, samba e quadrilha junina. O Festival também fortalece o seu compromisso com a diversidade e a coletividade, num espaço de criação artística, troca de saberes e afirmação da identidade cultural. Durante os três dias do evento, serão realizadas oficinas e discussões sobre questões raciais, sociais, de gênero, políticas, culturais e educativas. Além do impacto cultural, o festival também movimenta a economia local, contribuindo para o fortalecimento do comércio, da cadeia produtiva cultural e das equipes técnicas de Arcoverde e cidades vizinhas. Em 2025, o Festival Lula Calixto conta com financiamento do edital do Funcultura, através da Fundarpe, da Secretaria de Cultura e do Governo de Pernambuco. Da redação/Itapuama FM. Informações: Ascom/Coco Raízes de Arcoverde.

  • OPINIÃO | A chantagem americana e o Brasil refém: quando Bolsonaro virou um traidor e Trump tentou dobrar nossa democracia

    Por Raul Silva - Jornalista do Podcast Teoria Literária/Rádio Itapuama FM Professor especialista em Língua Portuguesa e Literatura Reprodução: Metrópoles "Você que inventou esse Estado inventou de inventar toda a escuridão" Esses versos de Chico Buarque, que enfrentaram a censura na ditadura militar, voltam a fazer sentido em 2025. Mas agora, o nome por trás da escuridão é outro: Bolsonaro . E não é só ele. Seus filhos também estão no centro de uma das mais graves traições à soberania nacional da nossa história recente . Só que dessa vez, o golpe é outro: uma chantagem articulada de Washington, com a digital de Donald Trump . Em vez de resistirem e enfrentarem as consequências de suas ações perante a Justiça do Brasil, setores da elite política brasileira escolheram expor seu vazio moral e entregaram o destino do país ao jogo de interesses estrangeiros. O que vemos é mais um capítulo da velha submissão ao poder americano, que desde sempre se achou no direito de interferir nos rumos da América Latina. E agora, não se trata mais apenas de discursos: são ações econômicas agressivas, calculadas para forçar o Brasil a se ajoelhar diante de um presidente extremista dos Estados Unidos . O que antes era restrito a bastidores diplomáticos ou pressões veladas, agora se revela como um ataque escancarado, planejado, e alimentado com a ajuda daqueles que, ironicamente, costumam se autodenominar patriotas . Em 9 de julho, Trump anunciou tarifas de 50% sobre todas as importações brasileiras a partir de 1º de agosto . A justificativa? Nenhuma que se sustente. O que ele disse, com todas as letras, foi que estava indignado com o julgamento de Bolsonaro no STF, chamando o processo de “vergonha internacional”. Foi um ataque direto à independência do nosso Judiciário, uma tentativa escancarada de usar o poder econômico dos EUA para pressionar o Brasil a parar o julgamento de um ex-presidente acusado de tentar um golpe de Estado . Isso não afeta só setores estratégicos da economia, como o agronegócio e a indústria. Abre também um precedente perigoso: o de um país soberano sendo punido economicamente por cumprir sua Constituição. O recado de Trump foi claro: desafie Washington e sofra as consequências . Essa retórica escancara uma política de coerção, muito além da diplomacia tradicional. Trata-se de uma forma de guerra fria modernizada, onde o comércio vira arma para impor ideologia e interferir em assuntos internos de outros países. A simples menção ao processo judicial contra Bolsonaro já basta como justificativa para prejudicar economicamente o Brasil inteiro, como se o país estivesse sob tutela de uma potência estrangeira. A resposta do Congresso Nacional foi de espanto — inclusive entre deputados e senadores da oposição. Jaques Wagner, líder do governo no Senado, foi direto ao ponto dizendo que  essa sanção foi pedida pela própria família Bolsonaro , especialmente Eduardo, que está nos EUA pressionando Trump a retaliar o Brasil caso o pai não receba perdão judicial. Flávio Bolsonaro, outro filho chantagista, chegou ao ponto de marcar Trump numa publicação, pedindo sanções contra ministros do STF . Apagou depois, envergonhado. Mas já era tarde. Tudo isso é o oposto do que se entende por patriotismo. Ao invés de defender o país, Bolsonaro e seus aliados atacaram as instituições brasileiras de dentro e de fora . E pior: fizeram isso para tentar escapar da Justiça. São gestos de quem se dispõe a ver o país sangrar, desde que a própria impunidade seja garantida. É um comportamento que, em outras circunstâncias, já teria sido considerado inaceitável até por seus pares — mas hoje encontra cumplicidade e silêncio em parte das elites políticas e econômicas. A Polícia Federal confirmou que Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões a Eduardo Bolsonaro , para financiar ações de desestabilização institucional. Com esse dinheiro, ele se reuniu com aliados de Trump, pediu sanções contra ministros do STF, defendeu narrativas golpistas e apelou por interferência estrangeira num processo legítimo da Justiça brasileira . Enquanto isso, Jair preparava uma possível fuga: acumulou dinheiro vivo e escondeu pendrives com documentos ligados a ações internacionais contra o Judiciário . As investigações mostram um esquema bem articulado, envolvendo deputados republicanos, plataformas da extrema-direita e institutos alinhados ao trumpismo. Eduardo, como deputado federal, agiu como uma espécie de embaixador informal de interesses golpistas. No exterior, tentou vender a ideia de que seu pai estava sendo perseguido politicamente — uma mentira que não se sustenta diante dos fatos . É uma rede transnacional da extrema-direita que se articula para proteger seus aliados e atacar instituições democráticas . E o Brasil, nessa equação, se tornou o laboratório de um novo tipo de guerra híbrida, que mistura desinformação, chantagem econômica e alianças internacionais obscuras para deslegitimar governos eleitos e seus sistemas judiciais. É importante ser direto: isso é traição à pátria . Jair, Eduardo, Flávio e seus aliados não agiram em nome do Brasil, mas sim para se proteger. Sacrificaram a democracia, a economia e a soberania nacional para escapar da Justiça . E ao fazerem isso, entregaram o país nas mãos de uma potência estrangeira cujo presidente age como se fosse o xerife do planeta . E não ficou só no discurso: vieram sanções, ameaças e chantagens que colocaram o Brasil como alvo de uma ofensiva externa para desestabilizar nossa democracia. Claro, Trump não fez isso apenas com o Brasil. Na mesma semana, anunciou tarifas contra o Chile, o Peru e o México. Mas, no nosso caso, ele foi além: exigiu que o STF encerrasse o julgamento de Bolsonaro, ameaçou ministros com sanções e chegou a revogar o visto de Alexandre de Moraes e de todos os Ministros do Supremo Tribunal Federal e seus parentes imediatos  — algo jamais visto entre democracias. É uma escalada perigosa, que não mira apenas nosso país. É uma mensagem clara a toda a América Latina: ou se alinhem ao projeto político e ideológico de Washington, ou serão punidos. E o mais grave é ver brasileiros — eleitos pelo voto popular — funcionando como correias de transmissão dessa agenda imperial, dispostos a enfraquecer o país em troca de proteção e conveniência. É a velha doutrina Monroe — “América para os americanos” — agora vestida com populismo extremista . Trump tenta transformar o Brasil em refém e mandar um recado claro ao continente: desafie os EUA e pague caro por isso. E Bolsonaro, nesse enredo, virou o elo interno desse ataque externo. Se o tarifaço for mesmo imposto, o impacto será brutal: vai prejudicar o agronegócio, a indústria e as exportações . E é fundamental dizer: essa crise não é culpa do governo Lula. Desde o início, o Planalto tratou o tema com seriedade, abriu diálogo diplomático, preparou medidas legais de resposta e manteve o compromisso com a estabilidade institucional. O próprio ministro Fernando Haddad foi direto: o que está acontecendo é fruto de chantagem organizada pela família Bolsonaro com apoio de Trump . Ceder a isso seria abrir mão da nossa soberania, enfraquecer o STF e entregar o destino do país a um governo estrangeiro . E isso é inaceitável. A resistência do governo brasileiro, em tempos de pressão global e ataque institucional, tem sido uma afirmação de maturidade democrática . Mas ela precisa vir acompanhada da responsabilização de quem escolheu romper com a democracia. A decisão do ministro Alexandre de Moraes de aplicar tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar a Bolsonaro não é exagerada . É uma medida necessária diante do risco real que ele representa para a ordem democrática. Tentar obstruir a Justiça com apoio externo é um crime gravíssimo . Nesse cenário, as instituições brasileiras estão sendo forçadas a agir como barreiras de proteção à soberania. E o Judiciário, ao reafirmar sua autonomia mesmo diante de pressões internas e externas, mostra que ainda há quem defenda a democracia com firmeza. Essa firmeza é o que impede que nos transformemos numa república subordinada ao arbítrio estrangeiro, como em outras páginas sombrias da história da América Latina. Quando os três poderes funcionam para proteger o Estado Democrático de Direito, é sinal de que o país ainda respira. E esse fôlego precisa ser sustentado pela ação política, institucional e cidadã. Agora, o Congresso precisa escolher: vai defender o Brasil ou vai se alinhar à chantagem de Trump e à traição dos Bolsonaro?  Vai responsabilizar os conspiradores ou fechar os olhos e permitir que o país seja refém? Já passou da hora de abrir processos de cassação e responsabilização criminal contra Jair, Eduardo e todos os envolvidos nesse escândalo . O silêncio, neste caso, será cumplicidade . O momento exige coragem, decisão e compromisso com a pátria — não com a autopreservação de alianças políticas oportunistas. O país está diante de uma encruzilhada histórica. E a omissão agora não será esquecida. Chico Buarque escreveu “Apesar de Você” para enfrentar uma ditadura. Hoje, a ameaça é outra — e Bolsonaro tentou fazer o mesmo, só que com tweets e dólares americanos. Mas, apesar de você, Bolsonaro, o Brasil continua firme. Nossa democracia sobreviveu a generais, censura e tortura — e também vai resistir aos traidores de terno e gravata. Como disse Chico: "Você vai pagar, e é dobrado Cada lágrima rolada nesse meu penar..." O tempo da impunidade acabou. O Brasil não vai mais ser chantageado. Nem por Trump, nem por Bolsonaro.

  • Música erudita: Garanhuns e Gravatá precebem Festival Virtuosi

    Foto: Arquivo/Marcello Casal/Agência Brasil As cidades de Garanhuns e Gravatá, em Pernambuco, receberão nomes que são referência da música erudita e de câmara para uma série de concertos gratuitos. Garanhuns - Nesta sexta-feira (18), em Garanhuns, começa a 18ª edição do Virtuosi na Serra, dentro da programação do Festival de Inverno da cidade. Serão seis dias de apresentações na Capela do Seminário São José, até o próximo domingo (20) e também entre os dias 24 e 26 de julho. Edson Cordeiro, um dos artistas mais versáteis da cena musical brasileira, fará a apresentação de abertura, a partir das 19h desta sexta, acompanhado pela Orquestra Jovem de Pernambuco, sob a regência de Carlos Anísio. No repertório, obras de Bach, Mozart, Villa-Lobos, entre outros. A programação em Garanhuns conta ainda com o pianista Luis Felipe Oliveira, que fará um recital dedicado a obras de grandes compositores do romantismo. Já o Trio Capitu fará performances interativas, misturando música instrumental e expressões contemporâneas, passeando por nomes como Antonio Vivaldi e Chiquinha Gonzaga. No segundo final de semana, o violista Rafaell Altino, músico pernambucano da Sinfônica de Odense, da Dinamarca, e o pianista paulista Lucas Thomazinho serão as atrações, além do concerto “Uma Noite na Ópera”, com a aclamada soprano Adriane Queiroz, acompanhada pela Orquestra Jovem de Pernambuco. Ela interpretará árias consagradas da ópera internacional, como “Otello”. Gravatá - Já entre os dias 29 de julho e 2 de agosto, é a vez da cidade de Gravatá receber as atrações do Virtuosi. Por lá, o evento chega à sua 15ª edição. Todas as apresentações ocorrerão na Igreja Matriz de Sant’Ana, sempre a partir das 20h, com entrada gratuita. A soprano Ariane Queiroz e a Orquestra Jovem de Pernambuco repetem o repertório de Garanhuns. Já o violinista Rafaell Altino, o violoncelista Raiff Dantas Barreto e o pianista Lucas Thomazinho apresentarão uma seleção de obras do compositor argentino Astor Piazzolla. Haverá também dois sextetos dedicados a obras de Mozart e Tchaikovsky. Toda a programação dos concertos nas duas cidades está disponível no endereço instagram.com/virtuosi . Da redação/Itapuama FM. Reportagem: Madson Euler, da Rádio Nacional.

  • Trump escreve a Bolsonaro: Apoio pessoal ou interferência política?

    Hoje (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma carta aberta dirigida a Jair Bolsonaro. O documento, divulgado no Truth Social, reacendeu a polêmica relação entre os dois ex-presidentes e causou fortes reações no Brasil e no exterior. Na mensagem, Trump diz estar “profundamente preocupado” com o que chamou de perseguição judicial contra Bolsonaro no Brasil. Em tom direto, afirma: “Este julgamento precisa parar imediatamente!” “Você foi um líder respeitado e forte. Não me surpreende vê-lo liderando nas pesquisas.” “É minha esperança que o governo do Brasil pare de atacar opositores e de censurar vozes.” Mas o que está por trás dessa carta? Bolsonaro e Trump sempre mantiveram uma relação próxima, marcada por afinidade ideológica, retórica populista e críticas a instituições. Agora, Bolsonaro enfrenta julgamento no STF por suspeita de participação em tentativa de golpe. Trump, por sua vez, busca reforçar sua imagem internacional e sua base conservadora. A carta vem logo após Trump anunciar, também pelas redes, tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em protesto contra o que chamou de censura judicial no Brasil. Lula reagiu dizendo que o Brasil “não aceita chantagem” e que o país “respeita o devido processo legal”. O Itamaraty prepara resposta diplomática e pode acionar a OMC, analistas classificam a ação como uma tentativa inédita de interferência dos EUA na política interna brasileira e até setores da direita consideraram a carta desastrosa: seria “defender Bolsonaro à custa do Brasil”. Nesse contexto a carta fortalece a polarização e aumenta a pressão sobre o Judiciário, mas dificilmente influenciará o julgamento. Ao mesmo tempo, une setores políticos contra a ingerência estrangeira e levanta alertas sobre o uso de sanções como instrumento político pessoal. Enquanto Trump reforça sua narrativa de lealdade aos aliados, o gesto acende o debate: até onde vai a solidariedade política entre líderes? Quando ela ultrapassa os limites da soberania? Por agora essa crise permanece em curso, mas o que pode ser afirmado com certeza é que o seu desfecho pode impactar muito mais que Brasil e EUA. Opinião/Jornalista Raul Silva. Da redação/Itapuama FM.

  • Moraes diz que Bolsonaro confessou extorsão contra Justiça brasileira ao associar fim do tarifaço à anistia

    Para magistrado, Bolsonaro e o filho, Eduardo, atentam contra a soberania nacional para "interferir no curso de processos judiciais, desestabilizar a economia do Brasil e pressionar o Poder Judiciário". (Foto: Reprodução/TV Justiça). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, ao impor medidas restritivas a Jair Bolsonaro (PL) e autorizar as buscas desta sexta-feira (18) , que o ex-presidente confessou uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira ao condicionar o fim do tarifaço de Donald Trump à própria anistia. Em 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras, alegando que Bolsonaro sofria uma "caça às bruxas" e fazendo ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Depois da medida, Bolsonaro começou a fazer manifestações associando a retirada dessas tarifas à anistia. No domingo (13), ele afirmou que não se alegrava com o tarifaço, e que com a anistia haveria "paz para a economia". Na quinta (17), afirmou: "Vamos supor que Trump queira anistia. É muito? É muito, se ele pedir isso aí? A anistia é algo privativo do parlamento. Não tem que ninguém ficar ameaçando tornar inconstitucional", disse. Para o ministro, Bolsonaro pode ter cometido os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação que envolve organização criminosa e atentado à soberania nacional. "A conduta do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO [...] é tão grave e despudorada que na data de hoje (17/7/2025), em entrevista coletiva, sem qualquer respeito à Soberania Nacional do Povo brasileiro, à Constituição Federal e à independência do Poder Judiciário, expressamente, confessou sua consciente e voluntária atuação criminosa na extorsão que se pretende contra a Justiça brasileira, CONDICIONANDO O FIM DA “TAXAÇÃO/SANÇÃO” À SUA PRÓPRIA ANISTIA", escreveu Moraes. Moraes: Bolsonaro e Eduardo atentam contra a soberania nacional Na mesma decisão, Moraes aponta que a “intenção criminosa” do ex-presidente é “patente e escancarada” e afirma que as ações se intensificaram após, na segunda-feira (14), a procuradoria-Geral da República (PGR) entregar as alegações finais e pedir a condenação de Bolsonaro no inquérito da tentativa de golpe. Segundo o ministro, Bolsonaro estimulou a atuação do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, como parte de uma estratégia para pressionar o Supremo obstruir o inquérito do golpe. Para o magistrado, Bolsonaro, em conjunto com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, cometem "atentados à soberania nacional" com o objetivo de interferir em processos judiciais, desestabilizar a economia e pressionar o Poder Judiciário, em especial o STF. Na decisão, Moraes destacou o auxílio financeiro que Bolsonaro mandou para Eduardo, quando ele já estava nos Estados Unidos. Em depoimento no inquérito da trama golpista, Bolsonaro admitiu ter repassado R$ 2 milhões via PIX para o filho, em 13 de maio de 2025. "A Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que esta vultosa contribuição financeira é um forte indício do alinhamento do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO com o seu filho", disse o ministro. PF acha na casa de Bolsonaro cópia de ação contra Moraes nos EUA Moraes proibiu Bolsonaro de falar com autoridades estrangeiras, de se aproximar ou entrar em embaixadas ou consulados de outros países e de usar as redes sociais. Moraes determinou, ainda, que o ex-presidente use tornozeleira eletrônica e o proibiu de sair de casa entre as 19h e as 6h e aos finais de semana. Além disso, autorizou buscas contra o ex-presidente . Na casa dele, foi apreendida a petição inicial de uma ação que a plataforma de vídeos Rumble move contra o ministro do STF. A plataforma acusa Moraes de censura e pede que ordens do juiz brasileiro para derrubada de contas de usuários da plataforma não tenham efeito legal nos Estados Unidos. O processo que o Rumble apresentou à Justiça dos Estados Unidos contra Moraes, em fevereiro, foi aberto em conjunto com o grupo de comunicação Trump Media & Technology Group, do presidente dos EUA, Donald Trump. Leia mais: PF encontra 14 mil dólares na casa do ex-presidente Bolsonaro Leia mais: Tornozeleira eletrônica: Ex-presidente Jair Bolsonaro está na sede da PF em Brasília O que diz Bolsonaro Em entrevista após colocar a tornozeleira eletrônica, Bolsonaro disse que investigação contra ele é política e "suprema humilhação". E negou que pense em sair do país ou se refugiar em alguma embaixada (convenções internacionais restringem a possibilidade de prisão nesses locais) “Nunca pensei em sair do Brasil ou ir para embaixada”, afirmou o ex-presidente, em reação às proibições impostas a ele. Da redação/Itapuama. Informações: César Tralli, Camila da Silva e Nayara Felizardo. (g1, TV Globo e GloboNews).

  • Justiça nega arquivamento e mantém investigação contra Esportes da Sorte em Pernambuco

    Imagem: Reprodução A juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, negou o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para arquivar a investigação contra a empresa de apostas Esportes da Sorte e seu proprietário, Darwin Henrique da Silva Filho. A decisão, publicada na terça-feira (15), determina o envio dos autos à Procuradoria-Geral de Justiça de Pernambuco, que poderá arquivar o caso ou apresentar denúncia. O processo faz parte da Operação Integration, deflagrada em setembro de 2024 pela Polícia Civil, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado a jogos de azar. Entre os alvos da operação estão também o pai de Darwin, apontado como dono de banca do jogo do bicho, e sua esposa, Maria Eduarda Filizola. A influenciadora digital Deolane Bezerra também foi investigada. O MPPE argumentou que, à época, as apostas online ainda não eram regulamentadas, e questionou a legalidade das medidas cautelares autorizadas pela magistrada. A juíza, no entanto, reafirmou a legitimidade da autoridade policial para solicitar tais medidas e afirmou que existem indícios veementes de crimes de alto impacto social e econômico. Entre os pontos destacados está o bloqueio de R$ 6,3 milhões em uma conta no exterior, vinculado à empresa. Segundo a magistrada, o caso não trata apenas de jogos ilegais, mas de uma possível rede criminosa estruturada. A Esportes da Sorte, por meio de nota, declarou que considera a decisão insustentável e reafirmou que suas atividades são legais, éticas e transparentes. A empresa também criticou a condução do caso. A Operação Integration já teve desdobramentos envolvendo figuras públicas. Em setembro, a Justiça chegou a decretar a prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima, mas a medida foi posteriormente revogada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Da redação/Itapuama FM, com informações do G1 PE

  • Quadrilha dos “idosos de aluguel” é condenada por fraude milionária contra o INSS em Pernambuco

    Imagem: Reprodução A Justiça Federal em Pernambuco condenou oito integrantes de uma organização criminosa familiar que fraudava benefícios previdenciários com uso de documentos falsos e “idosos de aluguel”. As penas variam de 12 a 18 anos de prisão em regime fechado, mas todos poderão recorrer em liberdade, com medidas cautelares. As investigações foram realizadas pela Polícia Federal, por meio da Operação Grife, que apurou fraudes cometidas entre 2016 e 2023 em cidades como Ilha de Itamaracá, Garanhuns e Águas Belas. O grupo causou um prejuízo estimado de R$ 117 milhões aos cofres públicos, com 727 benefícios indevidamente concedidos. Segundo a decisão, os integrantes tinham funções bem definidas: planejavam os golpes, produziam documentos falsos, agendavam atendimentos no INSS e levavam os idosos às agências e bancos para realizar saques e comprovações de “prova de vida”. Em um dos episódios, uma idosa morreu em um acidente de carro enquanto era levada para sacar um benefício fraudulento. Além das penas de prisão, os réus deverão pagar multas e reparar os danos causados. A decisão também reconheceu crimes como estelionato previdenciário, falsificação e uso de documentos falsos, e participação em organização criminosa. Da redação/Itapuama FM com informações do G1

  • 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres será realizada no dia 28 de julho em Arcoverde

    Imagem: Divulgação O evento, que está marcado para acontecer no auditório da Aesa, busca oferecer um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva por mais direitos, igualdade e respeito para todas as mulheres. Na programação está prevista uma palestra com a professora Simone Salvador; atividades de grupos de trabalho; apresentação de propostas e eleição das prioritárias e plenária com a eleição das delegadas para a conferência estadual. As pré-inscrições já podem ser feitas através do link disponível no Instagram @arcoverdemulheres , da Secretaria da Mulher de Arcoverde, que está à frente da organização da Conferência. Da redação Itapuama FM

  • Jair Bolsonaro é alvo de operação da Polícia Federal e passará a usar tornozeleira eletrônica

    Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES A Polícia Federal (PF) cumpre mandados contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta sexta-feira (18). Advogados de defesa do ex-presidente confirmaram a operação. Ele é alvo de medidas restritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo fontes ouvidas pelo blog. Os mandados estão sendo cumpridos na casa do ex-presidente, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro. Entre as restrições, Bolsonaro passará a usar tornozeleira eletrônica e não poderá acessar redes sociais. Ele também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã, e foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), nem com outros réus e investigados pelo Supremo. Da redação Itapuama FM, com informações do portal G1

  • A literatura como testemunho que persiste: ‘Ainda Estou Aqui’, de Marcelo Rubens Paiva, entre o livro, o filme e o Brasil que insiste em esquecer

    Vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, Ainda Estou Aqui , dirigido por Walter Salles, colocou novamente sob os holofotes a obra autobiográfica publicada por Marcelo Rubens Paiva em 2015. Com roteiro adaptado por Hilton Lacerda e Paula Gaitán, a produção alcançou notoriedade internacional por sua sensibilidade e precisão ao tratar de um tema ainda doloroso e muitas vezes silenciado no Brasil: os impactos da ditadura militar nas vidas de quem sobreviveu, de quem perdeu familiares, e de quem precisou seguir em frente em meio ao apagamento histórico. Mas o filme, embora fundamental, é apenas uma das faces dessa narrativa. A obra literária original permanece como um dos testemunhos mais consistentes e necessários da literatura brasileira contemporânea. No livro, Marcelo Rubens Paiva reconstrói o passado de sua família a partir de um ponto de partida intimamente humano: a morte de sua mãe, Eunice Paiva, em 2015. É a partir dessa perda recente que ele reorganiza lembranças, documentos e afetos para, então, contar a história de um dos crimes mais emblemáticos e ainda impunes da história recente do país: o desaparecimento forçado de Rubens Paiva, seu pai, deputado federal cassado e preso pela ditadura em 1971. Ao contrário de Feliz Ano Velho , sua estreia nos anos 1980, que também tratava de um trauma pessoal — o acidente que o deixou tetraplégico — Ainda Estou Aqui  se move em outra direção. O foco é a memória coletiva, familiar e política. O tom é de indignação controlada, de dor que aprendeu a conviver com o silêncio institucional. Eunice, figura central da obra, é reconstruída como símbolo da resistência silenciosa: mãe, advogada, militante e, acima de tudo, mulher que nunca deixou de exigir do Estado uma resposta concreta sobre o paradeiro do marido. Sua força está na persistência — na capacidade de se manter ativa, lúcida e exigente em um país que ainda reluta em reconhecer seus crimes de Estado. A estrutura da obra é fragmentada, não linear. Marcelo Rubens Paiva escreve como quem remexe gavetas, encontra cartas, lê laudos, telefona para ex-agentes, escuta a mãe e volta a um tempo em que a política se impunha violentamente sobre o cotidiano das famílias. A memória aqui não é apenas matéria literária — é instrumento de justiça, de reparação. O narrador assume o lugar de um herdeiro do trauma, mas não como quem se acomoda no vitimismo. Ele investiga, interroga, atravessa os espaços cinzentos deixados pela História oficial. E é justamente essa busca que faz do livro uma obra profundamente comprometida com a verdade, mesmo quando essa verdade é incômoda. O impacto do livro também está em sua atualidade. Em uma sociedade brasileira que convive com o avanço de discursos que relativizam a tortura, negam os desaparecimentos e enaltecem personagens do regime militar como heróis da ordem, a narrativa de Marcelo Rubens Paiva é uma pedra no sapato da impunidade. Sua voz ressoa como a de quem está cansado de esperar reparações, mas que mesmo assim não desiste de lutar por elas. O Brasil ainda é um país onde os nomes dos torturadores viram nomes de ruas. Onde se homenageia o AI-5 em palanques. Onde os fantasmas da ditadura ainda fazem campanha nas eleições. Nesse cenário, cada página de Ainda Estou Aqui  é um ato de resistência. Walter Salles, em sua adaptação cinematográfica, optou por preservar essa complexidade. O filme evita o didatismo e a romantização. A narrativa alterna tempos com fluidez, e o uso de imagens de arquivo, diários de Eunice e trechos de cartas e processos judiciais reforçam o caráter documental da obra sem jamais abandonar a força da ficção. A escolha da atriz para interpretar Eunice foi acertada: uma mulher forte, mas cansada. Uma mulher de luto, mas que nunca silenciou. A direção de fotografia aposta em tons sóbrios, melancólicos, que se afinam com o sentimento de perda e com o apagamento que o Estado impôs às famílias vítimas da repressão. O sucesso do filme no Oscar, em um ano marcado por ataques a instituições democráticas em vários países, e em especial no Brasil — onde nos últimos 30 dias vimos mais uma vez discursos revisionistas ocupando espaços públicos, com tentativas de relativizar os crimes da ditadura militar e a atuação dos órgãos de repressão — escancara a urgência de se ler e reler obras como a de Rubens Paiva. O país que, há poucas semanas, presenciou mais um ataque ao trabalho da Comissão de Anistia por parte de parlamentares que defendem torturadores, é o mesmo país que ainda precisa ouvir que ninguém desaparece sem deixar marcas. Entre março e abril de 2025, intensificaram-se os embates políticos em torno da memória nacional. A decisão do Ministério dos Direitos Humanos de retomar investigações arquivadas da ditadura provocou reações agressivas no Congresso Nacional, incluindo discursos que tentam justificar a repressão como “necessária para o progresso da época”. É nesse contexto que a literatura de testemunho, como Ainda Estou Aqui , precisa ser reafirmada como espaço de resistência — um espaço onde a verdade pode finalmente ser dita com a densidade que a linguagem jornalística, muitas vezes, não comporta. Não se trata apenas de um livro de memórias, mas de uma intervenção na história. A dor da perda se transforma em documento. A ausência vira narrativa. A injustiça é transformada em matéria literária. Há, na escrita de Marcelo Rubens Paiva, uma profunda consciência do papel social da literatura. Como afirmou a psicanalista Maria Rita Kehl, que integrou a Comissão Nacional da Verdade, a produção de memória coletiva é uma forma de enfrentamento do trauma. O autor, ao revisitar seu passado, contribui para que o país revise o seu. Ele transforma o luto em luta e o silêncio em palavra. Sua escrita é quase como um ato jurídico — uma petição simbólica pela verdade histórica. O crítico literário José Miguel Wisnik já afirmou que “a literatura brasileira se constituiu muitas vezes a partir do silêncio e da omissão”. Ao contrário dessa tradição, Ainda Estou Aqui  fala. Fala de um tempo que não passou, de uma ferida que não cicatrizou, de uma mãe que seguiu exigindo respostas. Fala de um filho que, diante do luto, entendeu que precisava escrever — não por vaidade, mas por necessidade histórica. A vitória no Oscar recoloca a ditadura brasileira no centro do debate global. Mas é a literatura de Marcelo Rubens Paiva que garante que esse debate não seja passageiro. O livro é o arquivo afetivo e político de uma geração que perdeu pais, irmãos, filhos — e que, mesmo diante do silêncio do Estado, decidiu falar. Em tempos de revisionismo, Ainda Estou Aqui  é uma reafirmação de que a memória não pode ser editada, e que o esquecimento nunca pode ser escolha de um país que pretende ser democrático. Que o filme siga conquistando plateias. Mas que o livro siga sendo lido, estudado, discutido. Porque a literatura, como já nos ensinou Antonio Candido, é um direito humano. E lembrar, hoje, é um gesto político. Marcelo Rubens Paiva ainda está aqui. E nós também. Com ele. Contra o esquecimento.

  • Moraes mantém decreto do governo que aumenta alíquotas do IOF

    Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu manter a validade do decreto do governo federal que aumenta as alíquotas do IOF, o Imposto Sobre Operações Financeiras. No mês passado, a matéria foi suspensa após votação no Congresso Nacional. Depois da deliberação, o PSOL, o PL e a Advocacia-Geral da União (AGU) entraram com ações na Corte. O texto fazia parte das medidas do Ministério da Fazenda para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. No fim de maio, o presidente Lula editou um decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio. Na decisão desta quarta-feira (16), o ministro Alexandre de Moraes resolveu manter suspensa apenas uma regra da cobrança do IOF, a que prevê a incidência do imposto sobre operações de risco sacado. Contudo, o restante da lei permanece válido. Com o despacho dado por Moares, fica suspensa a ação do Congresso Nacional que derrubou o decreto do Executivo. A decisão foi tomada após governo federal e Congresso Nacional não entrarem em acordo após uma audiência de conciliação, realizada na terça-feira (15) pelo Supremo. Pelas redes sociais, o Ministério da Fazenda destacou que a decisão contribui para a retomada da harmonização entre os poderes e demonstra como o diálogo é fundamental para o retorno à normalidade institucional do país. Da redação/Itapuama FM. Informações: Radioagência Nacional com a Agência Brasil.

  • Devastação: Conheça os deputados pernambucanos que votaram a favor do Projeto de Lei

    Confira a lista com os nomes e partidos dos parlamentares no final do artigo. (Imagem: Reprodução/Blog de Nill Júnior). Por Nill Júnior, do blog de Nill Júnior . “Uma vergonha!” Com um plenário vazio, muitos parlamentares votando à distância e sem os debates que um tema tão caro exige, os deputados provaram mais uma vez por que o Congresso vem sendo cada vez mais visto como inimigo do povo. Enquanto brasileiras e brasileiros dormiam, os parlamentares implodiram o licenciamento ambiental no Brasil às 1h53, por 267 votos a favor e 116 contra. E em 17 de julho, Dia Nacional das Florestas e o Curupira, símbolo da COP30. Dias antes, Míriam Leitão alertou no jornal O Globo que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), corria o risco de inaugurar sua atuação na área ambiental provocando destruição. A previsão se confirmou. Ignorando estudos e apelos de especialistas, organizações da sociedade civil e empresariais, bem como protestos nas redes e nas ruas, Motta manteve na pauta o projeto. A Câmara foi célere, apressada para apreciar a proposta antes do recesso parlamentar, que começa amanhã (18). O relator do PL da Devastação, deputado Zé Vitor (PL-MG), acatou as emendas dos senadores, que pioraram um texto já muito ruim aprovado antes pelos deputados. Manteve, por exemplo, o absurdo criado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), do “licenciamento ambiental especial”. O LAE é uma “porteira” escancarada para liberar a toque de caixa projetos de alto impacto ambiental, como os de mineração, informam Folha e Exame. O relator retirou a atividade do texto, mas voltou atrás. O que fez Raul Jungmann, ex-ministro da Segurança Pública (no governo Temer) e presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), passar de crítico a defensor do PL, mostra O Globo. Em suma: mais tragédias como Mariana e Brumadinho estão a caminho. Os deputados ignoraram a carta do Observatório do Clima (OC) ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre o risco diplomático do PL da Devastação para o Brasil. Ignoraram o parecer técnico dos professores Luís Sánchez, da USP, e Alberto Fonseca, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), mostrando que o projeto não harmoniza e nem integra regras para chegar numa Lei Geral do Licenciamento Ambiental, e ainda produz mais insegurança jurídica para empreendedores. E ignoraram também o manifesto de quase 30 frentes parlamentares pedindo o adiamento da votação e acusando o projeto de ser um golpe na democracia e um péssimo exemplo do país no ano da COP30, informam Valor, Agência Câmara, O Globo e Correio Braziliense. Havia pouca esperança que os deputados ouvissem os protestos da população, nas ruas e nas redes sociais, contra o PL da Devastação. Afinal, já mostraram pouco apreço ao apelo popular. Mas ignoraram até apelos de empresários de peso, como Candido Bracher, Fábio Barbosa, Pedro Wongtschowski, Horácio Lafer Piva e Roberto Klabin, relata o Estadão. A Transparência Internacional chamou o projeto de “grave retrocesso institucional por fragilizar garantias fundamentais de transparência, participação social e integridade”. Advogado ambientalista, deputado responsável pela elaboração do capítulo da Constituição de 1988 que trata do meio ambiente e autor ou relator de leis relacionadas à temática, Fabio Feldman, pontuou que o PL tem muitos dispositivos inconstitucionais. O que vai provocar questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), informa a Agência Pública. Tal certeza já havia sido apontada. Mas também não foi considerada pelos congressistas. Dulce Maria Pereira e Marcos Woortmann, do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), chamaram atenção no Estadão para o risco do Pacto de Transformação Ecológica, assinado pelos presidentes dos Três Poderes [incluindo Câmara e Senado] em agosto de 2024, virar letra morta com a aprovação do projeto. Nem assim houve recuo dos parlamentares. Alertas não faltaram, e mesmo assim os deputados seguiram com a destruição, liderados por Hugo Motta. A esperança é o presidente Lula vetar o texto. Mas seus vetos podem ser derrubados por deputados e senadores. Que provaram não ter o menor pudor em piorar a vida do povo que dizem representar. Veja os deputados pernambucanos que votaram a favor do PL da Devastação: André Ferreira – PL Augusto Coutinho – Republicanos Clarissa Tércio – PP Coronel Meira – PL Eduardo da Fonte – PP Fernando Rodolfo – PL Guilherme Uchôa – PSB Mendonça Filho – União Brasil Ossessio Silva – Republicanos Pastour Eurico – PL Waldemar Oliveira – AVANTE Da redação/Itapuama FM. Conteúdo: Blog de Nill Júnior.

  • Interessados em testar urnas eletrônicas podem se inscrever até dia 18

    Imagem: Abdias Pinheiro Estão abertas até a próxima sexta-feira (18) as inscrições para o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais que serão usados nas Eleições Gerais do ano que vem. Essa será a oitava edição do teste, que busca dar mais transparência e confiabilidade aos sistemas de votação no país. O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nesta quarta-feira (16) que o teste conta com o apoio de quatro comissões: organizadora, reguladora, avaliadora e de comunicação. Uma portaria do TSE regulamenta as atribuições e os nomes de quem vai participar de cada comissão. A Justiça Eleitoral considera que o Teste Público da Urna é uma demonstração do compromisso com a integridade do processo. Segundo o edital de convocação, as atividades envolvem desde a apresentação dos sistemas eleitorais até o recebimento e a execução dos planos de teste. Podem participar, brasileiros maiores de 18 anos. A participação é limitada a 15 inscrições, individuais ou em grupo, com até três pessoas cada. As atividades presenciais são limitadas a 45 investigadores. Se o número de inscrições ultrapassar o estabelecido, será realizado sorteio público. As inscrições aprovadas serão publicadas no dia 29 de julho. Em outubro, os investigadores aprovados devem encaminhar um plano de teste, que é um documento contendo descrevendo as ações a serem desenvolvidas e que será avaliado pela Comissão Reguladora. O primeiro teste desse tipo foi realizado em 2009. De lá para cá, 112 planos foram executados com 157 investigadores. As inscrições para acompanhar o próximo Teste Público da Urna vão até o dia 18 de julho. Calendário, prazos e resultados serão publicados no site oficial do evento. Da redação Itapuama FM, com informações da Agência Brasil.

  • Baú do Raul: Exposição faz retrospectiva da carreira de Raul Seixas

    Mostra Baú do Raul está em cartaz no Museu da Imagem e do Som. (Foto: Acervo Discogs© Acervo Discogs). O músico Raul Seixas, o eterno “maluco beleza”, que faria 80 anos em 2025, ganhou uma retrospectiva inédita de sua inesquecível carreira. A exposição Baú do Raul , em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS), na capital paulista, traz centenas de itens originais do compositor baiano, que nasceu em Salvador, em 1945, e viveu até os 44 anos. O curador da exposição, André Sturm, conta que o visitante do Baú do Raul vai encontrar roupas, instrumentos musicais, letras e manuscritos divididos em mais de 15 salas do museu: “Tem como material principal objetos que o Raul guardou durante a vida e que, depois, sua viúva e o principal fã guardaram em suas casas e que o MIS teve acesso. São mais de mil objetos, que foram levados para o museu, foram restaurados, higienizados. Mais de 600 estão na exposição.” Fazendo sucesso principalmente nas décadas de 1960, 1970 e 1980, Raul Seixas foi o primeiro artista a misturar o rock com ritmos brasileiros. Na mostra Baú do Raul, o curador afirma que os fãs poderão conhecer um pouco mais da intimidade daquele que eternizou, com sua voz e sua performance, sucessos como " Maluco Beleza " e " Metamorfose Ambulante ": “O visitante vai ter a chance de ver objetos pessoais do Raul, documentos ainda da escola, o seu primeiro violão, como também da sua vida profissional, que tem letras de músicas, a versão original, que ele escreveu à mão. Enfim, é um painel da vida do Raul, num ambiente que faz com que mesmo quem não é fã curta mais e mergulhe no universo daquele artista”. Entre os destaques da exposição está o espaço Toca Raul, onde os visitantes poderão encarnar o músico e cantar no palco os grandes hits “ Gita ” e “ Eu nasci há dez mil anos atrás ”. Os ingressos para o Baú do Raul são gratuitos nas terças e na terceira quarta-feira do mês. A retirada ocorre na bilheteria física do MIS. Da redação/Itapuama FM. Informações: Joana Côrtes, da Rádio Nacional.

  • Conta de luz de parte dos brasileiros terá desconto em agosto

    Imagem: Reprodução A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou um bônus de R$ 883 milhões que será aplicado como desconto na conta de luz dos consumidores em agosto. O valor é proveniente do excedente da comercialização de energia da usina de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai. O benefício será automático para quem consumiu até 350 kWh por mês em 2024, sem necessidade de cadastro. O desconto varia de acordo com a distribuidora de energia. O economista Antônio Dalluz avalia que a medida contribui positivamente para o controle da inflação, especialmente por ocorrer no mesmo ano em que outro bônus já havia sido concedido. No entanto, ele alerta que a cobrança da bandeira vermelha, motivada pela escassez hídrica, continua em vigor e limita os efeitos do alívio para parte dos consumidores, principalmente os de maior consumo. Da redação Itapuama FM, com informações da Agência Rádio Web

bottom of page
Logo MPPE
Painel de Transparência Festejos Juninos