1974 resultados encontrados com uma busca vazia
- Pai denuncia falhas no Hospital Regional de Arcoverde após morte da filha e pede investigação urgente
“Hoje sou eu como pai. Amanhã pode ser qualquer um de vocês. Esse lugar precisa ser um hospital, e não um anexo do necrotério”, desabafou Marcos Rodrigues. Um relato comovente e indignado marcou a sessão da Câmara Municipal de Arcoverde na noite desta segunda-feira (11). O pai da pequena Jade, Marcos Rodrigues, usou a "Tribuna Popular" para denunciar graves falhas no atendimento prestado pelo Hospital Regional de Arcoverde, que, segundo ele, foram determinantes para a morte da filha. (Confira o vídeo completo da TV LW no final dessa matéria). Marcos pediu a atuação imediata da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores para apurar o caso e exigir melhorias na unidade. Entre as irregularidades apontadas, o pai destacou que o prontuário médico da criança apresentava "inconformidades", incluindo documentos assinados com até dez dias de atraso. Segundo o relato, a família solicitou acesso ao prontuário ainda durante a internação em Arcoverde, mas a entrega só foi realizada 15 dias depois. Outro episódio que gerou revolta foi o impedimento da mãe — enfermeira de profissão — de acompanhar a filha na ambulância durante a transferência para o Hospital Mestre Vitalino. O drama da espera por uma vaga em UTI pediátrica também foi relatado com emoção. A família só conseguiu a transferência após a morte de outra criança, episódio que, segundo o pai, foi marcado por dor e impotência. “Presenciei o sofrimento de outra mãe enquanto minha filha lutava pela vida. Essa sensação é impossível de descrever”, afirmou. A fala mais dura veio no encerramento do depoimento: “Hoje sou eu como pai. Amanhã pode ser qualquer um de vocês. Esse lugar precisa ser um hospital, e não um anexo do necrotério.” O caso foi encaminhado à Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Arcoverde - composta pelos vereadores Luiza Margarida, Wellington Siqueira e Rodrigo Roa - que deverá analisar as denúncias e cobrar explicações da direção do Hospital Regional de Arcoverde. Também será agendada uma audiência com a Secretária Estadual de Saúde, Zilda do Rego Cavalcanti, com a presença da família. Da redação/Itapuama FM. Informações: A Folha das Cidades. Imagens: Reprodução/Vídeo.
- Pelo fim da violência contra as mulheres: Arcoverde recebe caminhada na sexta-feira (15)
O Movimento foi idealizado pela fisioterapeuta e professora Jackeline Siqueira, junto com a ex-secretária da Mulher de Arcoverde, Micheline Valério. Na próxima sexta-feira (15) Arcoverde vai receber uma caminhada em defesa da vida das mulheres e contra o alto índice de feminicídios na cidade e na região. O "Movimento Pró-Vida das Mulheres" foi idealizado e está sendo coordenado pela fisioterapeuta e professora Jackeline Siqueira, junto com a tecnóloga em Segurança Pública e ex-secretária da Mulher de Arcoverde, Micheline Valério. De acordo com dados do Mapa da Violência no Brasil, a cada 7h uma mulher é morta no Brasil e Pernambuco segue entre os estados mais violentos para as mulheres. A caminhada sairá da Estação da Cultura, com concentração a partir das 15h, com destino à Praça da Bandeira. "Queremos convidar todas as pessoas de Arcoverde e cidades da região - para participar conosco dessa caminhada em defesa da vida das mulheres. As políticas públicas precisam funcionar e os governantes (que nós colocamos no poder) precisam tomar medidas urgentes para mudar esse cenário", destacou uma das organizadoras do evento, Jackeline Siqueira. Serviço: Movimento Pró-Vida das Mulheres Caminhada - Sexta-feira - 15 de agosto Concentração: Estação da Cultura - 15h Destino: Praça da Bandeira Da redação/Itapuama FM. Imagem: Divulgação.
- Secretaria de Saúde orienta população sobre riscos de escorpiões em agosto e setembro
Em caso de acidente, o CIAtox oferece orientação pelo telefone 0800 722 6001. A Secretaria Estadual de Saúde alerta para o aumento dos casos de picada de escorpião em Pernambuco, especialmente nos meses de agosto e setembro, quando os animais entram no período reprodutivo e se tornam mais ativos. Segundo a coordenadora do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Pernambuco (CIAtox), Rogéria Brito, é fundamental manter os ambientes limpos, sem lixo, entulho ou restos de construção, que atraem baratas, principal alimento do escorpião. Outras medidas incluem vedar frestas em paredes e verificar roupas e calçados antes de usá-los. Em caso de acidente, o CIAtox oferece orientação pelo telefone 0800.722.6001 (tele-atendimento 24h por dia). O Centro funciona na Praça Oswaldo Cruz, S/N, no bairro Boa Vista, área central do Recife. Da redação Itapuama FM Informações: Rádio SEI de Notícias Imagem: Reprodução/Freepix.
- Cadastro para mutirão de exames oftalmológicos em Arcoverde continua aberto
A secretaria de Saúde de Arcoverde atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A Secretaria de Saúde de Arcoverde vai realizar o primeiro mutirão de exames oftalmológicos do município. A ação tem como objetivo atender prioritariamente cerca de dois mil pacientes que estão em fila de espera. A ação foi estruturada para oferecer uma avaliação oftalmológica completa, incluindo até 15 tipos de exames especializados. Nesta etapa inicial os usuários estão sendo cadastrados presencialmente, na sede da Secretaria no Centro de Arcoverde, onde recebem orientações sobre os cuidados prévios e os procedimentos previstos, bem como os detalhes do atendimento. O mutirão será realizado em parceria com a empresa Ibrazo, que ficará responsável pela realização das consultas e dos exames. Após o cadastro, os pacientes já saem com data e horário agendados. Os atendimentos estão previstos para serem realizados no mês de setembro. De acordo com a secretária de Saúde de Arcoverde, Maria Clara Melo, a expectativa é de ampliar a ação para contemplar também o público de demanda espontânea, que é quando o paciente busca atendimento médico sem horário marcado. Serviço: Cadastro para exames oftalmológicos em Arcoverde Local: Secretaria de Saúde de Arcoverde Endereço: Av. Cel. Antônio Japiassú, 777 - Centro Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h Telefone: (87) 3821-9009 Instagram - @arcoverdesaude Da redação/Itapuama FM. Imagem: Divulgação/Ascom.
- Sessões da Câmara de Vereadores de Arcoverde passam a ser transmitidas a partir de hoje pela Itapuama FM
As sessões haviam parado de ser transmitidas por rádios desde o ano de 2018. A partir de hoje (11) à noite, as Sessões Plenárias da Casa James Pacheco, às segundas-feiras, voltam a ser transmitidas pelas ondas da Itapuama FM. As sessões da Câmara deixaram de ser transmitidas por rádios em Arcoverde desde o ano de 2018. Acompanhe os detalhes das sessões toda segunda-feira, a partir das 7 da noite, em 92,7 FM, pelo aplicativo e aqui no site . Durante o Jornal Itapuama desta segunda-feira , o presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco, falou sobre a transmissão pela Itapuama e também sobre algumas ações da Câmara no primeiro semestre. Confira no vídeo abaixo o recorte. Da redação/Itapuama FM.
- Esclerose múltipla: cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença
Agosto é um mês que se veste de laranja para mobilizar o país em torno da conscientização sobre a esclerose múltipla. A proposta é ampliar o acesso à informação, derrubar mitos e garantir acolhimento a quem convive com a doença. Estima-se que 40 mil brasileiros vivam com a esclerose múltipla, dentro de um universo global de 2,8 milhões de pessoas. O neurologista do Hospital Geral de Fortaleza, Artur D’ Almeida, aponta as principais características da doença. “Ela atinge mais mulheres do que homens, na proporção de duas mulheres para cada homem, e principalmente a população jovem, na faixa etária de 15 a 45 anos. Uma pessoa pode sentir desde uma dormência numa perna, um formigamento na mão, uma visão embaçada, uma dormência na face ou no tórax, até mesmo um surto mais intenso, como fraqueza no braço ou na perna. Os sintomas duram mais de 24 horas, e até alguns dias ou semanas, e regridem espontaneamente, o que até dificulta o diagnóstico”. Embora ainda não haja cura, o diagnóstico precoce e os tratamentos aprovados para a esclerose múltipla atuam na melhora clínica e no aumento da capacidade funcional do paciente, esclarece o neurologista Artur D’ Almeida. “O tratamento precoce vai, de certa forma, melhorar o futuro da pessoa que tem esclerose múltipla”. Seguir algumas recomendações como manter um estilo de vida saudável, praticar atividade física, não fumar nem consumir bebidas alcoólicas e, na medida do possível, reduzir o estresse. Da redação Itapuama FM, com informações da Agência Brasil Imagem/ Reprodução
- 8ª Conferência Municipal de Saúde de Arcoverde acontece hoje na Aesa
A 8ª Conferência Municipal de Saúde de Arcoverde está acontecendo nesta segunda-feira (11), na Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA). O evento, iniciado às 8h, reúne profissionais da saúde, gestores públicos e representantes da sociedade civil para discutir propostas e definir diretrizes voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. A conferência é um espaço de participação popular, onde os moradores podem contribuir com ideias e apontar demandas para melhorar o atendimento e a gestão dos serviços de saúde. Ao longo do dia, estão previstas palestras, grupos de trabalho e plenárias para consolidação das propostas. Serviço: Local: AESA Data: Segunda-feira, 11 de agosto Programação: Ao longo de todo o dia Da redação Itapuama FM Imagem: Divulgação
- Organizações defendem ampliação da licença-paternidade
A ampliação da licença-paternidade garante uma presença ativa, amorosa e comprometida. É o que defendem diversas organizações da sociedade civil. Para elas, a adoção da medida, fortalece o vínculo familiar, aumenta as chances de sucesso na amamentação e reduz desigualdades de gênero. O tema é destaque principalmente neste domingo, Dia dos Pais. No Brasil, a regra atual garante aos homens apenas cinco dias de afastamento, mas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã podem estender a licença por até 20 dias. No Senado, há propostas que aumentam a licença-paternidade para 20 dias; e na Câmara dos Deputados para 15 dias. O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Edson Liberal, reforça o apoio aos pais que protegem e participam ativamente da vida dos filhos. Terminou em julho deste ano, o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal para que o Congresso Nacional regulamentasse o direito à paternidade. Agora, o próprio Supremo pode definir um novo período de afastamento até que o Congresso regulamente a medida. Da redação Itapuama FM, com informações da Agência Brasil Imagem: KingoFKings_LJ/ Pixaba
- Morre Miguel Uribe, pré-candidato à presidência da Colômbia baleado durante discurso
Maria Claudia Tarazona, agora viúva de Miguel Uribe, fez post nas redes sociais. "Descansa em paz amor da minha vida, eu cuidarei dos nossos filhos", escreveu ela. O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe, vítima de um atentado em junho durante comício em Bogotá, morreu nesta segunda-feira (11) após mais de dois meses lutando pela vida, afirmou sua esposa, Maria Claudia Tarazona. Uribe, de 39 anos, era senador de oposição ao atual governo e um dos favoritos na corrida eleitoral colombiana. Além da esposa, Miguel Uribe deixa um filho, Alejandro Uribe Tarazona O senador pertence à família Turbay, ligada ao Partido Liberal Colombiano. Era filho da jornalista e apresentadora de televisão Diana Turbay - morta pelo Cartel de Medelin em 1991 - e do empresário, político e líder sindical Miguel Uribe Londoño (que não é da mesma família de Álvaro Uribe nem de Rafael Uribe). O senador foi baleado duas vezes na cabeça e uma na perna na noite de 7 de junho enquanto discursava em um evento de rua na capital colombiana , em meio ao crescimento de atos políticos visando as próximas eleições presidenciais na Colômbia, marcadas para março de 2026. Desde então, Uribe estava internado no Fundação Santa Fé de Bogotá. Ele foi estabilizado após estar à beira da morte, e seguia sob tratamento. No entanto, Uribe "regrediu à condição crítica devido a um episódio de hemorragia no sistema nervoso central", segundo boletim do hospital no sábado (9). Ele foi submetido a uma cirurgia de emergência e precisou voltar a ser sedado, segundo o hospital. Miguel Uribe, senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, é baleado durante evento em Bogotá — Foto: Reprodução/Instagram. O atentado a Uribe foi o primeiro de uma onda de ataques ocorridos na Colômbia, que reviveram fantasma da violência política no país dos anos 1990. Na época, três candidatos à presidência foram assassinados durante a campanha eleitoral. Nos últimos 50 anos, ocorreram três atentados fatais contra candidatos presidenciais na Colômbia. Em 1989, Luiz Carlos Galán, que disputava as eleições pelo Partido Liberal Colombiano; em 1990, contra Bernardo Jaramillo Ossa e Carlos Pizarro Leongómez, fora as tentativas de assassinato do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe. O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia", lamentou o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido Centro Democrático, ao qual Uribe era filiado. Trajetória - Miguel Uribe Turbay tem 39 anos, era senador e pré-candidato à presidência da Colômbia. Uribe foi o parlamentar mais votado nas eleições de 2022. Miguel Uribe é filho de Diana Turbay, que foi sequestrada e assassinada em 1991 por narcotraficantes que trabalhavam para Pablo Escobar, quando Uribe tinha apenas cinco anos. O caso foi retratado no livro "Notícias de um Sequestro", do escritor e jornalista colombiano Gabriel García Márquez, que foi laureado pelo Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Miguel faz parte do partido de direita Centro Democrático, liderado por Álvaro Uribe. Apesar do sobrenome semelhante, os dois políticos não possuem laços familiares. Miguel Uribe é neto de Julio César Turbay Ayala, que foi presidente da Colômbia de 1978 a 1982. Apoiadores do senador e pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe, baleado em um evento em Bogotá, fazem vigília em frente ao hospital para onde Uribe foi levado, em 7 de junho de 2025. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters. Ataque - O ataque aconteceu durante um evento de campanha em um parque no bairro Fontinbón, em Bogotá. Homens armados atiraram pelas costas do político, segundo um comunicado do partido de Uribe, o Centro Democrático. Imagens que circulam nas redes sociais mostram Uribe coberto de sangue e sendo socorrido por apoiadores. A Procuradoria-Geral, responsável pela investigação do atentado, informou que o senador foi atingido por dois tiros e que outras duas pessoas também ficaram feridas. No local do ataque, um adolescente de 15 anos foi apreendido com uma arma de fogo. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou a abertura de investigações sobre o caso. De acordo com os médicos, o pré-candidato apresentou regressão para um estado crítico após um episódio de hemorragia no sistema nervoso central, conforme nota divulgada no sábado (09), por sua esposa, Claudia Tarazona, numa publicação no Instagram "Miguel está lutando por sua vida neste momento", escreveu a esposa do senador, María Claudia Tarazona, na conta dele na rede social X, durante a madrugada. O governo colombiano condenou o ataque: "O Governo Nacional condena de forma categórica e veemente o ataque que recentemente visou o Senador Miguel Uribe Turbay. Este ato de violência constitui um atentado não apenas à integridade pessoal do senador, mas também à democracia, à liberdade de pensamento e ao exercício legítimo da política na Colômbia", diz a publicação no X. "Um ato de violência inaceitável", escreveu o partido Centro Democrático. Em nota, o Itamaraty lamentou o episódio e disse que o governo brasileiro repudia "qualquer forma de violência". "O governo brasileiro condena firmemente o ataque contra o senador Miguel Uribe Turbay, em Bogotá, na Colômbia, no final da tarde de ontem (7). O Brasil saúda a pronta detenção do suspeito pelas autoridades colombianas e confia na plena apuração do caso", disse o Itamaraty, em comunicado. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também condenou o atentado: "Os Estados Unidos condenam nos termos mais fortes possíveis a tentativa de assassinato do senador colombiano Miguel Uribe, que foi baleado em Bogotá neste sábado". Da redação/Itapuama FM. Com informações do Portal G1 e da CNN Colômbia.
- URGENTE: Filho do empresário arcoverdense Severiano Britto, morre em acidente aéreo no Maranhão
Uma tragédia nos Lençóis Maranhenses na tarde deste sábado (09) tirou a vida de duas pessoas que só foram identificadas no início da manhã deste domingo (10). A médica veterinária, Bruna Emanoely Silva Pereira, de 23 anos, e o piloto, Manoel Victor Britto, de 43, morreram na queda de um avião de pequeno porte, no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Santo Amaro do Maranhão. Manoel Victor é filho do empresário do setor agropecuário, Severiano Britto, natural de Arcoverde, que mora no Maranhão há alguns anos e é casado com a também arcoverdense, Adelaide Britto. Bruna Emanoely estava viajando de Santa Inês para São Luís para passar o Dia dos Pais com o pai dela. Segundo a advogada Nelyany Araújo, tia de Bruna, a jovem aproveitou a passagem de Manoel, amigo da família, e seguiu de carona na aeronave. A aeronave, modelo anfíbio (que pousa na água e na terra) Super Petrel LS, fabricada em 2012, estava em situação regular de voo, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e pertencia ao deputado estadual Francisco Nagib Buzar de Oliveira (PSB). O piloto, Manoel Victor Britto, era credenciado para operar a aeronave. Ontem, no final da tarde, a aeronave foi dada como desaparecida. Durante a madrugada, o Corpo de Bombeiros localizou os destroços e os dois corpos próximo à Lagoa das Pedras, no meio das dunas dos Lençóis Maranhenses. Em postagem nas redes sociais, o deputado estadual lamentou o acidente e prestou solidariedade às famílias das vítimas, especialmente do piloto, de quem era amigo. “Manifesto meu mais profundo sentimento de pesar às famílias das vítimas, em especial à família Britto, pela perda irreparável de seu filho, Victor Manoel Britto. Manoel era um amigo muito próximo que a aviação me presenteou. Um jovem cheio de vida, apaixonado, com tantos sonhos pela frente. Sua partida tão precoce nos deixa um vazio imenso e uma dor difícil de expressar em palavras.” As causas do acidente estão sendo investigadas. Os corpos chegaram ao Instituto Médico Legal de São Luís ainda de madrugada. O velório de Bruna foi realizado na tarde deste domingo (10), em Santa Inês, numa cerimônia restrita, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens à jovem. Já o velório de Manoel Victor Britto começou às 18h30 de ontem, num cemitério particular de São Luís. A equipe da Rádio Itapuama se solidariza à todos os familiares e amigos de Victor Manoel nesse momento de profunda dor e tristeza. O acidente - O acidente ocorreu nas proximidades da Lagoa das Pedras, em Santo Amaro. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), a equipe foi acionada por volta das 21h30 do sábado e finalizou o resgate às 1h45 da madrugada deste domingo (10). Os corpos ficaram presos às ferragens da aeronave e, após a retirada, foram levados para um hospital da região. No local do acidente, os bombeiros encontraram duas mochilas com roupas e utensílios de maquiagem, um aparelho de celular, um par de sandálias e um óculos quebrado. De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião - modelo SUPER PETREL LS, ano de fabricação 2012, classe anfíbio e de um motor convencional - pertence ao deputado estadual Francisco Nagib Buzar de Oliveira (PSB), filho do atual prefeito de Codó, Chiquinho FC (PT). O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não divulgou nenhuma informação sobre as possíveis causas do acidente. Da redação/Itapuama FM. Reportagem: @zalxijoane. Imagens: Portal G1/Maranhão.
- OPINIÃO | Enquanto houver bolsonaristas no Congresso, o Brasil será refém do golpismo
Por Raul Silva - Jornalista do Podcast Teoria Literária/Rádio Itapuama FM Professor especialista em Língua Portuguesa e Literatura Não é exagero: o golpismo no Brasil só respirará enquanto houver parlamentares bolsonaristas ocupando cadeiras. E não se trata de uma figura de linguagem ou de um exagero retórico: a própria conduta repetida desses grupos prova que a sua presença nas Casas Legislativas é incompatível com o funcionamento pleno da democracia. A semana de 4 a 8 de agosto de 2025 mostrou, em rede nacional e diante do mundo, que uma fração organizada da direita radical está disposta a paralisar o Parlamento, sabotar a agenda pública, impedir que o país avance e testar, de forma deliberada, os limites institucionais para arrancar benefícios pessoais e salvar seu líder. Na Câmara e no Senado, a cena foi explícita: bocas e olhos cobertos por adesivos, correntes nos pulsos, ocupação das Mesas Diretoras e interrupção física dos trabalhos, tudo cuidadosamente encenado para chantagear o país com uma pauta que incluía anistiar golpistas do 8 de janeiro, pautar impeachment de ministro do STF e mexer nas regras do foro por prerrogativa. Isso não é oposição democrática; é método. E método com pedigree autoritário, treinado e reciclado de táticas já vistas no passado. No auge do motim, uma deputada levou o próprio bebê para o plenário e, em suas redes, admitiu estar “usando sim uma criança como escudo” para constranger a atuação da Polícia Legislativa. É o grau zero da responsabilidade pública e da ética parlamentar, a exploração cínica e calculada da imagem de uma criança para uma encenação que nada tem de política: é puro espetáculo para vídeo curto, clipe de 30 segundos, manchetes instantâneas e engajamento algorítmico nas redes. É o uso de um ser humano indefeso como peça de xadrez em um jogo sujo de propaganda. O episódio virou caso para o Conselho Tutelar e se tornou símbolo de até onde esses atores políticos estão dispostos a ir para manter a narrativa de “perseguição” viva. Não há “liberdade de expressão” que justifique usar uma criança como barreira física em uma tentativa de tumultuar o funcionamento de um Poder da República; há, sim, um abuso calculado de imagem e uma afronta direta ao decoro. Ao fim de mais de 30 horas de cerco e confusão, as Mesas foram desocupadas, no Senado, com sessão remota e, depois, retomada presencial das votações; na Câmara, com o presidente Hugo Motta repondo a ordem e a Mesa Diretora encaminhando representações contra 14 parlamentares por obstrução física e quebra de decoro. A resposta institucional veio não por bravatas, mas por rito: Corregedoria e, se necessário, Conselho de Ética. E ainda assim, o dano já estava feito: tempo público queimado, comissões esvaziadas, deliberações postergadas e a mensagem tóxica circulando nas redes de que “sem anistia não há paz”. Paz para quem? Para quem atentou contra a democracia, para quem coloca seu próprio destino acima do destino coletivo, para quem não hesita em sabotar o país inteiro em nome da sobrevivência política de um único projeto de poder. O objetivo: travar o país para salvar o chefe É cristalino o propósito instrumental dessa obstrução: chantagear o sistema político para blindar Bolsonaro e seus cúmplices em processos que tratam de tentativa de golpe, conspiração e atentado contra a ordem democrática. O que se viu não foi uma reação pontual, mas uma manobra calculada para travar o país até que se atenda a uma pauta que afronta diretamente a Constituição e os princípios mais básicos do Estado de Direito. O chamado “pacote da paz” é, na verdade, uma contrafação semântica e uma ironia cruel: paz, aqui, significaria anistiar criminosos políticos, destruir freios e contrapesos e intimidar o Supremo com ameaças de impeachment fabricadas no calor da milícia digital e amplificadas por redes de desinformação. É uma tentativa de reescrever as regras do jogo para que golpistas não apenas escapem ilesos, mas voltem fortalecidos para repetir os mesmos crimes. Esse pacote foi verbalizado publicamente pelos próprios obstrucionistas: anistia ao 8 de janeiro, impeachment de Alexandre de Moraes, fim do foro privilegiado; e utilizado como condição explícita para “deixar o Congresso voltar a funcionar”. Em outras palavras: uma minoria radical tentando transformar o Parlamento em refém e condicionar o funcionamento da democracia ao atendimento de exigências inaceitáveis. É a apropriação da instituição legislativa como barricada particular, não para proteger direitos do povo, mas para blindar uma rede de interesses que vai do clã político ao financiamento empresarial de suas campanhas. Enquanto isso, o que deixa de andar? Tudo o que diz respeito à vida concreta de quem trabalha, estuda, cuida da família e depende de políticas públicas. Quando a oposição ocupa mesa, cancela sessão e cria tumulto, não se vota: atenção básica, financiamento da educação, merenda, residências terapêuticas, fila do SUS, recomposição orçamentária de universidades e institutos, programas de proteção a mulheres, crianças e adolescentes, reciclagem urbana, moradia. Projetos urgentes, que poderiam significar mais médicos na ponta, mais escolas funcionando, mais cestas básicas distribuídas, ficam parados porque um grupo prefere encenar o papel de vítima de uma suposta perseguição. É didático notar que, assim que o Senado retomou as votações, aprovou-se a faixa de isenção do IR até dois salários mínimos (assunto que atinge diretamente a renda de milhões de brasileiros) após dois dias desperdiçados com o teatro obstrucionista. Essa comparação expõe o contraste: enquanto a encenação rende cliques e visualizações nas redes, o trabalho real do Parlamento produz impacto concreto na vida de trabalhadores e aposentados. A coreografia do caos tem custo social imediato e prolongado: cada sessão perdida é um atraso nas soluções para problemas que não esperam, como filas de cirurgias, falta de medicamentos e escolas sem infraestrutura. “Boca tapada” como estética de guerra cultural A fita na boca e nos olhos não é um improviso: é estética de guerra cultural, cuidadosamente planejada para ser fotografada, filmada, recortada e viralizada nas redes. Trata-se de um símbolo calculado, um recurso visual que condensa a narrativa da “censura” e do “martírio” em uma imagem de impacto imediato, facilmente compartilhável em grupos, canais e perfis militantes. Essa encenação não se limita ao momento no plenário: ela nasce como estratégia de comunicação, já com legendas e hashtags prontas para disparo, capaz de atravessar fronteiras digitais e ser usada como munição em páginas internacionais de extrema direita. É a tradução visual de um discurso que se repete: o de que a minoria radical é “oprimida” por um sistema que, na realidade, ela mesma tenta subverter. A encenação busca mobilizar bases digitais, criar conteúdo replicável e manter um ciclo permanente de indignação rentável, no qual cada curtida, comentário ou compartilhamento reforça a bolha de desinformação e vitimização. Essa bolha, alimentada diariamente, serve de escudo político para justificar novas obstruções, para arrecadar fundos com “campanhas de resistência” e para manter o eleitorado em estado constante de alerta e fúria. É um ecossistema fechado: a imagem da fita não informa nada de fato, mas ativa emoções e reforça crenças pré-existentes, tornando a mentira mais resistente a qualquer contraditório. O gesto foi replicado até em assembleias estaduais, com deputados estaduais bolsonaristas reproduzindo o figurino com esparadrapos e vendas improvisadas, encenando o mesmo roteiro: “o sistema nos cala”. Em alguns casos, chegaram a organizar coletivas de imprensa no próprio plenário, usando o figurino como pano de fundo para discursos inflamados contra o STF e o Executivo. Essa repetição coreografada mostra que não se trata de um ato espontâneo ou de protesto orgânico, mas de uma estratégia coordenada de comunicação política que transforma a tribuna em palco de teatro ideológico. É o uso deliberado do espaço institucional para gerar clipes e fotos que circulam muito mais fora da Casa Legislativa do que dentro, invertendo a função primordial do mandato. Não: o sistema democrático exige respeito a regras e responsabilidade com a função pública. A liberdade parlamentar não é licença para inviabilizar a Casa ou fabricar espetáculos antidemocráticos. Nenhum parlamentar foi silenciado por opinião; o que se coíbe é o uso da violência física, da mentira organizada e da intimidação deliberada para paralisar o Estado e constranger colegas e servidores. A fita na boca, nesse contexto, não é um protesto inocente, mas um artefato retórico que distorce a realidade, tenta pintar como oprimidos aqueles que, na prática, atacam as instituições e bloqueiam o trabalho legislativo. É mais um capítulo da dramaturgia bolsonarista, em que a imagem vale mais do que qualquer proposta, e o impacto midiático é colocado acima do compromisso com a democracia e com o país. Submissão aos EUA, ataque à soberania e manual fascista em ação A semana também escancarou a subserviência internacional do bolsonarismo e revelou como essa postura se entrelaça com o manual de operações do fascismo adaptado ao Brasil do século XXI. Donald Trump decidiu elevar tarifas a 50% sobre importações brasileiras e acionou sanções contra um ministro do Supremo em resposta direta à situação judicial de Bolsonaro. Trata-se de um ataque frontal à soberania brasileira e de um recado perigoso: a ultradireita local mostra-se disposta a prejudicar a economia do próprio país apenas para proteger seu líder e desafiar a atuação da Justiça. Ao invés de defender os interesses nacionais, essa fração política aceita submeter o Brasil às imposições de um governo estrangeiro, desde que isso sirva ao seu projeto de poder. Nesse tabuleiro, Eduardo Bolsonaro assumiu o papel de lobista transnacional, correndo a Washington para “alinhar respostas” e pressionar contra o STF, com reportagens relatando encontros com autoridades da administração Trump. Essa busca ativa por apoio externo contra instituições brasileiras não é só uma contradição para quem grita “Brasil acima de tudo”: é a negação do próprio discurso nacionalista, um gesto de entrega que enfraquece a autonomia do país e mina a credibilidade das nossas instituições. Essa submissão externa se encaixa perfeitamente na lógica autoritária já conhecida. Sabotar instituições por dentro, teatralizar a vitimização, inflamar a rua com mitos e mentiras e exigir impunidade aos seus são elementos centrais da gramática do fascismo histórico, agora adaptada ao cenário brasileiro. O fascismo e o nazismo prosperaram quando elites foram lenientes com uma minoria barulhenta que explorava a liberdade para destruir a própria liberdade. No Brasil, a obstrução física do Parlamento, o uso de uma criança como escudo, a exigência de anistia, as ameaças ao STF e a convocação aberta de apoio estrangeiro formam um mosaico coerente: não há interesse em governar, e sim em sequestrar o jogo para que nunca termine. A união entre a submissão internacional e a aplicação de métodos fascistas serve a um único propósito: enfraquecer o Estado brasileiro, desacreditar o sistema democrático e abrir caminho para um regime baseado no conflito permanente e na instabilidade calculada. A democracia só sobrevive quando pune exemplarmente quem tenta destruí-la e isola politicamente aqueles que transformam o mandato em licença para a baderna antidemocrática. Os encaminhamentos da Mesa Diretora da Câmara à Corregedoria foram um passo importante, mas insuficiente: é preciso manter a vigilância e a firmeza para impedir que o roteiro golpista continue sendo reencenado dentro das nossas instituições. O custo social do desperdício Bolsonaristas com mandato não representam os trabalhadores, as mulheres vítimas de violência, os estudantes, os profissionais de saúde, os agricultores familiares ou os moradores de periferia. Pelo contrário: atuam como intermediários de interesses de castas: rentistas que lucram com juros altos, cartéis setoriais que controlam mercados e preços, atravessadores que exploram cadeias produtivas e plataformas que extraem ganhos da precarização do trabalho. Esses parlamentares usam o Parlamento para travar qualquer pauta que ameace o poder desses grupos, servindo como muralha política para evitar reformas que beneficiem a maioria. Fazem isso não por convicção ideológica legítima, mas para proteger um roteiro político baseado no confronto permanente, no desgaste programado das instituições e na criação de crises artificiais. Não ocupam as cadeiras para aprovar um SUS forte e acessível, uma escola pública de qualidade, mais creches, habitação popular digna, políticas efetivas de proteção ambiental ou avanços em direitos trabalhistas. Pelo contrário: estão ali para fabricar distrações que desviem o foco do que importa. Instauram CPIs com objetivos puramente persecutórios contra adversários, aprovam “marcos” regulatórios que desmontam serviços públicos, aplicam sabotagem regimental a projetos de interesse social e, quando faltam votos ou argumentos, recorrem ao trancaço: a paralisação física das atividades legislativas, impedindo que qualquer tema avance. Essa lógica ficou escancarada na cena de agosto: enquanto a obstrução ocupava o centro do palco, a vida real do país ficava em suspenso. Projetos cruciais, como programas de combate à fome, de incentivo à agricultura familiar, de construção de moradias populares e de ampliação de vagas em creches, ficaram congelados. Debates essenciais foram adiados, comissões ficaram às moscas, e políticas públicas urgentes perderam semanas preciosas. Quando houve retomada, o Plenário voltou a discutir e aprovar medidas com impacto direto na vida da população, como a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para trabalhadores de baixa renda, provando que, quando a pauta real é colocada à frente da encenação, a vida das pessoas melhora. Antes disso, porém, o Parlamento esteve sequestrado por uma performance cuidadosamente produzida para render imagens, manchetes e cliques, uma encenação incapaz de entregar uma única melhoria concreta à sociedade, mas extremamente eficaz em alimentar a máquina de propaganda e desinformação. 2026: a eleição que decide se o Brasil anda, e o recado claro contra o golpismo Se quisermos mudança real, 2026 precisa expurgar o golpismo do Parlamento. A urna é o único antídoto democrático contra a farra da obstrução e contra aqueles que usam o mandato como escudo para atacar o próprio sistema que os elegeu. Isso exige consciência política real: compreender que deputados e senadores definem orçamento, fiscalizam o Executivo, interferem no valor da sua aposentadoria, no preço dos medicamentos, no salário mínimo, no transporte público e até na existência de uma creche no seu bairro. É também indispensável consciência de classe: reconhecer quem vive do seu trabalho e quem vive do seu suor, quem defende SUS e escola pública e quem só aparece para fazer pose no plenário antes de votar isenção para os de cima e “ajuste” para os de baixo. Será preciso pesquisar candidatos com rigor, rejeitar cabos eleitorais de corporações, bancos e lobistas, analisar o histórico de votações, desconfiar de quem promete pátria e família enquanto espalha a próxima mentira em grupos de WhatsApp. Parlamentar que senta na mesa para impedir o funcionamento da Casa não tem compromisso com a sua vida, tem compromisso com o próprio projeto de poder e com redes de influência que nada têm a ver com o interesse público. Esse tipo de parlamentar é um passivo político e social, um entrave que custa caro e nada devolve à sociedade. E aqui não há meio-termo: não existe simetria quando o assunto é interrupção física do Poder Legislativo, anistia a golpistas e ataque coordenado ao Judiciário com apoio de governo estrangeiro. Isso não é oposição democrática; é ruptura institucional. O golpismo com mandato é ainda mais perigoso porque usa a legitimidade do voto para distorcer as instituições de dentro para fora. Quem se presta a esse papel não merece cadeira no Parlamento: merece responsabilização, isolamento político e, acima de tudo, derrota nas urnas. A semana de 4 a 8 de agosto deixou um recado direto: enquanto houver bolsonaristas com mandato, haverá quem esteja disposto a parar o país para salvar um chefe. Cabe à sociedade fazer o óbvio: expulsá-los pelo voto, para que a agenda da vida real, saúde, educação, trabalho, moradia, segurança alimentar, volte a avançar sem correntes, sem esparadrapo e sem chantagem.
- Mais de 500 pessoas são resgatadas de trabalho escravo em Mato Grosso
Ao menos 563 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados em uma obra da construtora responsável pela construção de uma usina de etanol da empresa Três Tentos, em Porto Alegre do Norte, Mato Grosso. A operação envolveu o Ministério Público do Trabalho, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Polícia Federal. As investigações tiveram início após um incêndio, em 20 de julho, que destruiu alojamentos e revelou um cenário de condições degradantes. Os trabalhadores dormiam em ambientes superaquecidos, com ventilador para quatro pessoas, colchões de má qualidade e falta de roupas de cama adequadas. Em alguns casos, dormiam no chão ou sob mesas. Problemas frequentes no fornecimento de energia elétrica agravaram a situação, comprometendo o abastecimento de água. No dia do incêndio, a água trazida por caminhões-pipa do rio Tapirapé era imprópria para consumo. As inspeções constataram a ausência de equipamentos de proteção individual, refeitórios inadequados, excesso de poeira e irregularidades na jornada de trabalho, incluindo horas extras não registradas. Os trabalhadores eram, em sua maioria, de outros estados, especialmente Maranhão, Piauí e Pará - e relataram terem sido aliciados por intermediários, arcando com as próprias despesas de deslocamento. Após o incêndio, parte dos trabalhadores foi realocada em hotéis e casas alugadas. Foram registradas 18 demissões por justa causa, 173 rescisões antecipadas e 42 pedidos de demissão. O Ministério Público do Trabalho negocia um termo de ajuste de conduta para garantir o pagamento das rescisões, indenizações por danos morais individuais e coletivos, reembolso de gastos com transporte e alimentação, além da reparação pelos bens perdidos. Da redação Itapuama FM, com informações da Rádio Nacional Imagem/ MPT Mato Grosso
- UFPE divulga resultado do vestibular no Centro Acadêmico em Sertânia
20 candidatos foram desclassificados por não informarem o ano de realização do Enem ou por apresentarem pontuação inferior ao mínimo exigido. O Centro Acadêmico do Sertão (CAS) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado em Sertânia, divulgou o resultado do processo seletivo para ingresso no segundo semestre letivo de 2025. Ao todo, foram ofertadas 175 vagas distribuídas entre os cursos presenciais de graduação, preenchidas por meio das notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando edições realizadas entre 2015 e 2024. As vagas estão distribuídas da seguinte forma: Engenharia de Energias Renováveis (50 vagas), Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (50 vagas), Gestão Pública (40 vagas) e Licenciatura em História (35 vagas). Conforme informações da comissão organizadora, 20 candidatos foram desclassificados por não informarem o ano de realização do Enem ou por apresentarem pontuação inferior ao mínimo exigido para cada curso e área do conhecimento, conforme os critérios estabelecidos no edital. O resultado preliminar está disponível aqui . Os candidatos classificados deverão realizar a pré-matrícula por meio do Sistema Integrado de Gestão de Processos Seletivos (SIGPS/UFPE). A lista de aprovados aptos para a segunda etapa será divulgada no dia 14 de agosto de 2025, no site oficial do processo seletivo. Somente os classificados, conforme descrito em edital, deverão enviar a documentação exigida através do SIGPS, disponível aqui , no período de 15 a 17 de agosto de 2025. Da redação/Itapuama FM. Foto: Divulgação/UFPE.
- Concurso Público Unificado de Pernambuco: veja a distribuição das 455 vagas
Imagem: Reprodução O Governo do Estado anunciou, nesta quinta-feira (7), o Concurso Unificado de Pernambuco com 455 vagas para diversas áreas. Segundo o governo, as provas do concurso unificado serão aplicadas em 10 cidades ao mesmo tempo, durante dois domingos. Os municípios contemplados são: Recife, Carpina, Palmares, Caruaru, Arcoverde, Floresta, Afogados da Ingazeira, Salgueiro, Araripina e Petrolina. O anúncio foi feito, nesta quinta (7), pela governadora Raquel Lyra (PSD), por meio das redes sociais. “Minha gente, já pensou em fazer uma única prova e concorrer a até 3 vagas diferentes no serviço público de Pernambuco? Agora vai ser possível”, disse a gestora. As datas, no entanto, ainda não foram divulgadas. Confira, no carrossel, a lista de como será a distribuição das vagas. Da redação/Itapuama FM. Fonte: Diário de Pernambuco #Concurso #Pernambuco
- Lei Maria da Penha completa 19 anos com avanços e desafios no combate à violência contra a mulher
Imagem: Divulgação Nesta quinta-feira (7), a Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006) completa 19 anos de existência. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das legislações mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica, a norma foi criada para coibir e prevenir agressões contra mulheres no ambiente familiar ou de intimidade. A lei tipifica cinco formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Também estabelece mecanismos como medidas protetivas de urgência, juizados especializados e atendimento em rede que integra segurança pública, saúde, assistência social e justiça. Desde sua sanção, em 2006, a legislação tem sido considerada um marco no combate à violência de gênero no Brasil. No entanto, os índices ainda revelam a gravidade do problema. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho, o país registrou 1.492 feminicídios em 2024 – maior número desde a tipificação do crime, em 2015. A média é de quatro mulheres mortas por dia. Em 80% dos casos, o agressor era companheiro ou ex-companheiro da vítima. Além disso, dos mais de 555 mil pedidos de medidas protetivas concedidos no último ano, 101.656 foram descumpridos. Ao menos 121 mulheres foram assassinadas nos últimos dois anos mesmo estando sob medida protetiva – dado divulgado pela primeira vez em um anuário, e que evidencia falhas na efetividade da proteção. A Lei Maria da Penha passou por atualizações ao longo dos anos. Em 2019, por exemplo, foi modificada para permitir que autoridades policiais possam conceder medidas protetivas de urgência, antes de análise judicial. Ainda assim, especialistas alertam que apenas o dispositivo legal não é suficiente. Para a pesquisadora Isabella Matosinhos, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as medidas protetivas são ferramentas importantes, mas demandam fiscalização ativa e integração entre os serviços. Ela aponta que o atendimento em rede, previsto na legislação, ainda enfrenta entraves estruturais, especialmente fora das capitais. Segundo a professora Amanda Lagreca, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é necessário fortalecer a atuação conjunta de instituições como assistência social, segurança pública e o sistema de justiça para que a lei seja efetivamente implementada. A condição de ser mulher no Brasil ainda representa um fator de risco. A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada da OAB, Dione Almeida, destaca que é papel da advocacia atuar com perspectiva de gênero e evitar a revitimização, mesmo em situações em que o acusado tem direito à defesa. Neste mês, a campanha nacional Agosto Lilás reforça o papel da conscientização, com foco em prevenção, escuta e mobilização social. A OAB, por exemplo, lançou em 2024 a Comissão Especial de Combate à Violência Doméstica e tem promovido ações legislativas, educativas e institucionais para ampliar a proteção às vítimas. Para Amanda Lagreca, a Lei Maria da Penha representa um avanço civilizatório ao enquadrar a violência contra a mulher como violação de direitos humanos. Contudo, sua aplicação exige políticas públicas contínuas, investimento nos serviços e atuação educativa em ambientes como escolas, espaços culturais e comunitários. A pesquisadora ressalta que a luta agora é por mudança de consciência coletiva: “É preciso ensinar, desde cedo, que a violência contra a mulher não é tolerada.” Da redação Itapuama FM, com informações da Agência Brasil.















